30 setembro 2012

EXEMPLOS - desafio nº 20

A bruxa Cacilda deixou o elfo Felipe numa gaiola. Sua habilidade para inventar feitiços transformou-o numa joaninha. Levou-o como mascote para Nagibe, o patrão que roía serpentes e tatus. Disse-lhe umas verdades, xingou e zarpou numa zebra.  Xingou? Por quê? Viu uma tirana sem-vergonha roubando-lhe queijos e beijos e pasmou. O Nagibe, mal-humorado, libertou a joaninha inocente e hábil que, em gargalhadas, fugiu. Enfurecida e decepcionada, Cacilda sabia do seu mal. Era uma bruxa ciumenta...e apaixonada. 
Bia Hain, Brasil

Antónia bebia chá da espécie apreciada. Feito de ervas aromáticas é gostoso e uma folha de hortelã adorna a infusão. Juntar amigos leva minutos e nada obsta ao papel da anfitriã quando risos soltos tumultam esta união na casa da Xica. Fosse chá de zimbro, zimbro?!, nem um xi-coração valiaUma tosta simples, riscos e migalhas que põe outra nódoa na mesa leva junto ideias harmoniosas, gostos finos e dedos cobertos de bolachinhas gulosas que muito amamos.
Alda Gonçalves, 45 anos, Portugal

A Birra Começou Domingo, E Foi Grave! Hoje está Irritada, Já pensou na Loucura Magistral Nunca antes Ouvida! Pobres vizinhos Que Respiraram em Silêncio Todo o tempo. Um dia seria o primeiro, até tinha frio!, o Xaile foi buscar e Zangada continuou!
Que Zamboeira!
Xingou Várias pessoas, Uns Tiveram Somente a Resposta Que Podiam Ouvir...
Não devia ter dito... Mas Lançou Jactos e Farpas...
Imbecil, Histórias Grandes e Feias Enredadas De Cenas Bregas...
Aterrorizou tudo e todos!
Marina Maia, Portugal

A barbeira não havia cortado muitas barbas, desde os encontros festivos da grande homenagem aos ídolos da sua juventude.
Longe, muito longe, ninguém se orgulhava da palhaçada que resultara do concurso.
– Sempre tiveram uma visão absurda – declarou Xavier Zarco, zarpando, pegando no xarope, vertendo uma tampa sobre a colher. Rolhou o frasco que parecia vazio e onde ninguém mexia. Lesto jantou, indo como herói garantir a fama. Entrelaçou os dedos, coçou a barba e aguardou o voto.
Quita Miguel, Lisboa

Ainda Bem
Consegui Desligar Essa Furadeira
Gastei Horas nesse trem
Incrementando a linda Jardineira 

Logo Mais eu vou Namorar
Olha, aquela Paixão Que devora
Rasgar Seda e Te amar
Uma Vontade...Xi...apavora

Zaqueu, vamos Zarpar
Xumbrega comigo, Vais Uivar
Trata de Se entregar
Tua amadinha, 
Reacender-te-á

Quantas Palavras tu Ouvirás
Não Mais se segurará
Loucura, chega de Jejuar
Imploro, venha, Humedeça-me já

Gemidos, muitas Fantasias
Embriagando-nos por Demais
Cama quente, euforias
Bole bem gostoso, Arranca-me ais
Majoli Oliveira, Brasi

Ando Bastante Chateada De  Escutar Falsos, Gaiatos enrolando o povo!
Hienas até parecem esses políticos....
Isso Já Leva Muito tempo! Não mudam nunca!
OPosso ouvir Quando “Ronronam” como gatinhos, pedindo votos, Sabendo Tudo, mentir. Uma Vez que são Xingados, Zombam de nós, povo.
Zoados, Xingados,Vamos Utilizar Todos  direitos Sempre.
Reclamar, gritar para Que Políticos Olhem NMínimo para as Leis...
Julgam-se eles Intocáveis... Hoje Garanto, Fazem pouco ou nada E Dizem ao povo Cada Besteira Abominável!!
Chica, Brasil

Amigos, boas conversas, desafios empolgantes, festas galantes, histórias incríveis, jogos, lojas, músicas… nada a alegrava.
O pranto, que no seu rosto sobrava, tinha um odor a vinho, esse xarope que acima do zero a reerguia após zangar-se com Xavier, velhaco que como único marido tomou, e só rugas e queixas lhe pregou aos olhos negros.
Agora morto, ainda o via levantado, à janela, irreal e histérico, gritando feroz:
– Esposa, dá-me colo!
E ela já só bebia água...
Rita Bertrand, 40 anos, Lisboa

Ainda Bem que a Celina Deu Em Fazer Goiabada! Hilariante, a Ilda Juntou-se a ela Lambuzando a suposta Marmelada, pois Nem Olhou Para o Que Repetidamente Seu dedo Tacteou...Ui! Viu-se de Xaile a Zarpar... Zarpando de Xícara Violeta e Um Tanto Serenamente Repleta de goiabada... Que Pôs os Olhos da Celina Na Mais Ligeira chatice. Já Ia Harmoniosamente a Gosto, quando a Festa se Empatou! Deu tombo no Caminho e a goiabada no seu Braço agradou aos Animais!
Carlos Oliveira

Amanhã as Bonecas Chegam. Deverão Estar Fantásticas. Giras, vêm Homenagear as Irmãs Jasmim e Beatriz sempre Luminosas e Maravilhadas. Nada nem ninguém as vai Obrigar a escolher. O Pai Quieto Ri-se e Saboreia o Teatro que será Unir as Vontades. Xiii. Vai haver Zanga!
Zangadas, o Xilofone acalma-as. Vitoriosas e em Uníssono, Terão Suficiente Rapidez Quando Puderem Optar pelo Nome delas. Mesmo Lamentando Já a Impossível Harmonia, Guardam Felizes a Espera Divertida e Calorenta da Batalha Anunciada.
Clara, Lisboa (com a ajuda do filho de 4 anos)

A Beatriz continuava doente. Era febre, gotas de suor. Hoje ia jorrar loucura. Memórias nojentas! O pingar do nariz, queria que passasse. Chá de rabanete, sopa triturada. Uma colher voadora de xarope para zelar o bem-estar.
Zé Xavier, um vizinho unicamente especial tinha sempre um sorriso. Ria e fazia rir!
Quis vir alegrar Beatriz para o inferno passar. Neste momento, o lírio da jarra ia desmanchar-se, com o hilariante gosto frenético e depois com a barba adorável.
Bárbara Teodósio, 8.º ano, turma A, Marinha Grande,Professora Isabel Palmela
+
A Boneca Carolina Deveria Estar Feliz, mas o Grande Hipopótamo Irritante Já Lhe Mictou No Olho! Para Quê? Raios Sacrifiquem o Hipo! Carolina Tira a Urina Verde com o Xaile da Zélia. Zangada, lança um Xadrez Verdadeiro. Ups! Acertou na Televisão que Se Rachou. Que golpe Perfeito! O Ecrã caiu No Maldito hipopótamo de peluche. Logo Jorrou um Incrivelmente Horroroso jato de sangue. Grande sorriso Ficou, Então, na cara Da Carolina, agora uma feliz Boneca, muito Animada.
+
Amanhã vou de Burro à Cidade. Depois Entro na Feira, compro um Galo. Hoje estou Irritado, vai Meio dia e Não encontro O Palerma. Que Raio! Sempre que Tento Ultrapassar Vedações, o burro Xerife Zaqueu salta-as: Zás! Qual X-ato, Varre a vedação, Útil Trabalho! Agora, à Solta, Relincha Quando corre, Para, Olha à volta. Nunca Mais Lhe toco… Jamais montarei Imbecil. Há uma Grande, Fantástica ideia! Espalho a Deliciosa Comida e o Burro será Atraído.
André Ferreira, 8º ano, Marinha Grande Professora Isabel Palmela

A Bela Clotilde Deu um Empurrão ao Feliciano, pois o Gato saltara-lhe em cima. Não acontecia Há Imenso tempo!  ontem, Lembrara-se de Morder um Nenuco… O Pequeno está Quase um Rebelde… Se a Clotilde Tivesse Uma Vara… Xiiiiiii… até ZumbiaZarolho como é, Xotava-o e Varria-o Totalmente da Sua ResidênciaQue Pateta!
O gato Nada Miou. Encolheu-se Lá Junto à Impressora dias de GavetaFica estonteadoDoido, ninguém o segura. Só ClotildeBoazinha, Apanha!
Sandra Costa, 25 anos, Portugal (Sintra)

Amélia era barulhenta, não conseguia dormir. Esgravatava fortemente, chateando muita gente. Hoje, com tal irritação, quase a atirei janela fora, linda coisa seria…Mas não! Optei tranquilizar-me que querida é. Raça, safada da tartaruga, UUUI! Outra vez! Xiii nem uma zebra é assim! Zangada, virei o xadrez e varri ultrapassando todos os seres retidos que podiam ocasionalmente estar no meu caminho. Logo, jurei que iria, a partir de hoje gozar com felicidade este dia com a barulhenta  Amélia.
Maria Francisca Boaventura – Marinha Grande – 8º ano, prof Isabel Palmela

Ávido de beber aquele copo de leite, Diogo entrou farto daqueles gatos horrorosos, indomáveis. A mãe jardinava longe mesmo e não opinava sobre o seu problema. Queriam roubar-lhe o seu leite?!
Era tudo uma questão de velocidade, xiu…um zig zag, o xaile cai, vira-se, dá um grande trambolhão sem deixar rasto, o que põe o Diogo nervoso. Mal largou o jarro inquebrável, habitualmente gelado, fugiu atrás do enervante gato que descia as escadas com a boca aberta.
Alice Matias – Marinha Grande – 8º ano, prof Isabel Palmela
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Coitado do Urbano !
A Benedita foi Caminhar com o EdgarFélix Glória. Encontraram Helena e Iara e Juntos foram ao Lago. Mais tarde Ninguém Obedeceu à Benedita, ela Queria ir ao Riacho que Sabia estar um Tanto longe. Lá havia Urtigas e Vales e o Xavier Zangou-se.
Zangado, Xavier viu Urbano Trincar, Silencioso, um Rico QuequeMurmurava e Lamentava: ‘’ Já Imaginava a minha  História  com  Genoveva, mas  ela Fugiu no Domingo no Comboio da Beira Alta’’.
Beatriz Pereira   8º ano, Marinha Grande, prof Rosa Miranda
Escola Engenheiro Acácio Calazans Duarte
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A Bernardina Com o Diogo, ao Entardecer, Fizeram uma visita Guiada ao zoo. Viram: Hipopótamos, Iguanas, Jacarés... Lindos Macacos!  E Nuelo, como é Óbvio, o Pinguim. "Quá-quá", Refrão Saudoso  do Tranquilo pato. O lobo Uiva Vagueando pelo Xadrez da jaula do Zoo. A Zeta, com seu Xaile, Viu Ursos, Traquinas Suricatas, Rápidas e Queridas. No Pátio, Organizadas Naturalmente, estão Muitas Longas Jibóias Inclinadas há Horas. Grande Festa Está instalada Desde manhã e Com Bastante Azáfama neste zoo.
Margarida Neves, 8º ano – Escola Sec. Calazans Duarte, Marinha Grande, prof Rosa Miranda

A Beatriz andava Confusa. Dois irmãos E para Ficar?! Precisava Guardar os brinquedos Hoje ou Iria perdê-los. A Ladainha Maternal Não alegrava. Os Pimpolhos Queriam ser Reis Sem terem nascido! Tinha Um azar que só Visto! Partira a Xícara de Zebra! Zita tirou o Xaile ao Ver Uns mil cacos. Tranquila, Sem Refilar, Quis ajudar a Pobre rapariga Ou Não Mais Limparia. Ia passar da Hora. Grande Falha Esta, Deixar a Casula da Beatriz Acordada.
Vanda Pinheiro, Portugal

Ana bebera. Comera. Deambulava errante pela casa. Ficara gelada. Havia motivos. Íntimos. Luís mudara-se. Não ficou consigo. Olhara ambiciosamente o novo emprego. Subitamente, relatou-lhe saída de Torres, de uma vez: vou com o Xico, o Zé...
Zarpar. Que xarope!
Viver unicamente tão só para si, agora. Recomeçar, quando possível. Ouvindo não o coração. A razão. Modo lamentável de jogar recursos existentes. Inverter grandemente a sua vida. Descobrir facetas e desconhecidas. Decidir-se. Em casa. Antes, beber, acalmando-se.
Isabel Pinto

Antes, Belarmino Cocoricó dizia-se esperto. Franganote!
Era o galo cantor mais hábil de sempre. Inchava, jubilava, luzia, se mais de nove ovos chocados, pintos quase, rebolavam para o seguirem. Tinha-se em boa conta: um vate, um xamã, Zeus de penas e crista.
Zonzo deixou-o o xiripiti bebido vitoriosamente de um trago. Se o roubou, quase-delito, ao perú Olindo, não foi por mal. Livrou-o outras vezes do irritante humano guloso. Ficou enjoado depois, cantor borracho e afónico!
Carla Lages, 33 anos, Portugal.

A Bela correu dali para fora. E encontrou um feliz golfinho.
Quando reparou já estava noutro jardim e viu um gato. Havia uma igreja com janelas luminosas e muitas novas outras coisas. Olhou…parou abismada, queria reparar em tudo! Será que tudo isto é verdadeiro? Ou será imaginação minha? – pensou ela uma vez e outra, e voltou a pensar. Não! Só posso estar a sonhar. Xoné! Este sítio não existe! De repente acorda e vê o irmão Zé.
Mariana Bastos

A Benilde estava contente porque domingo ia emigrar.
Foi para Germania hesitou um bocado, mas la imprimiu o bilhete, e foi com o marido João Luís.
Foi para a casa da Matilde a amiga da NatáliaO apartamento e pequeno, mas tem um quintal e podem fazer mais um quarto. Foi recebida muito bem que a satisfez.
Com esta mudança todos usufruímos uma vida tranquila. No quintal a fazer xaradas e a planear uma viagem ao Zaire.   
David Rodrigues
(só com um alfabeto)

A Bela correu dali para fora. E encontrou um feliz golfinho.
Quando reparou já estava noutro jardim e viu um gato. Havia uma igreja com janelas luminosas emuitas novas outras coisas. Olhou…parou abismada, queria reparar em tudo! Será que tudo isto é verdadeiro? Ou será imaginação minha? – pensou ela uma vez e outra, e voltou a pensar. Não! Só posso estar a sonhar. Xoné! Este sítio não existe! De repente acorda e vê o irmão Zé.
Mariana Bastos, 12 anos, 8º ano

AMIGOS DO ABECEDÁRIO (desafio 20)
A Beatriz caiu dentro de uma grande estufa que fora feita por três grandes homens: Igor, João e Luís.
Mas nem ouviu das boas!.. Sempre podemos querer responsabilizar outros, sem que tenhamos verdadeira união; e as vozes sábias do Xavier e do Zacarias.
Zacarias, Xavier e Vanessa, unidos, à tarde, sentaram-se na relva e quiseram partilhar o núcleo-espaço, de forma melhor.
Lá, juntos, iam herdar grandes façanhas, em debate com a bela Carlota, Beatriz e Andreia.
Diogo Pereira, 6D, n.º5, 11 anos, AESPS – EB n.º 2 S. Pedro do Sul, prof. José Soares

Acabei de Beber o Café. Delicioso!
Está a Ficar com Grelos, a Hortaliça. Intento Já, Lá Meter os pés, Nem que O tempo
Pareça Queixoso. Resta Saber onde Tenho Uma tesoura. Vejo Xinga,  
"o cão", Zangado!
Zangado porquê? Xinga Vê Um Touro e tem medo; não Sabe Realmente o Que Pode
Ocorrer No Meio daquele encontro.
Cão Ligeiro, Jovial, mas às vezes Irritante. Tem Habilidade e uma Grande Falha... é medroso!
E Depois para Casa, Beber Água...
Arminda Canteiro Jorge Montez, 75 anos, Queluz

Primeiro Amor
Assim foi como aconteceu: Umbelina beijou-o com demasiado empenho finalmente ganhara coragem. Hortência indignou-se, já Luísa muito naturalmente optou por ignorar. Quando resolvera sair, tinha como único fim ver a partida de xadrez de Zacarias mas algo aconteceu. Zacarias jogava com Xavier quando viu Umbelina transitando pela sala. Respirou fundo quando ficaram próximos, olhou-a, não conseguindo manter o olhar. Lentamente jogou indeciso. Coisa que há muito não acontecia! Ganhara felizmente! Ela destemida contemplou-o com um beijo apaixonado.
Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

Acidentalmente bateu com a cabeça de repente e fez um grande “galo”. Hipocondríaca como é, ficou logo indisposta. Já lamentou e murmurou, mas não opinou sobre nada, porque queria rir-se sem temer ser ultrajada ao ver a xícara da qual sempre zelara partidinha!
Zulmira! Ai, a minha xícara!!!”
Ui! Tinha que ser mesmo essa!”
Repentinamente perguntou: “Qual é que partiu?”
Oh, Não! Maldição!”, lamuriou já irritada.
Humildemente gaguejando frenética e delicadamente comentou:
Ora bolas! Que azar!”
Clara Oliveira, leitora do Instituto Camões em Pequim

Ana quer Beber um Chá com a Dona da Empresa “Fato Garoto” na pastelaria “Helena”. Instala-se Já numa Larga Mesa. Não há chá. Opta por um Queque. Recusa beber, não tem Sede. Tem Uma Vontade de Xarope para o Zunido da garganta. Zás! Enfia o Xarope Velozmente! Usa o Telemóvel para ligar à Sobrinha Raquel. Quer O Ninho. Maravilhosa Loção. Já Ignora a História da Garganta. Fica à Espera Dentro do Café à Bera do Aeroporto.
Isabel Maria Salvado Zacarias, 44 anos, Neuville en Ferrain – Lille, França

A Barcaça Cambava Desnorteada, Escota à solta. Furacão ameaçou!... Os Galeotes Horripilaram esta tempestade Intensa. Já Lastimavam-se constantemente, estes Malogrados Negaram Ordens Para remar. Que Rajadas Sinistras e Terrificantes!
Ui, Veja! O Xenófobo e Zarolho capataz Zangou-se. Este frio Xofrango açoitava Vários recusadores. A Ululação Terrível deles ultrapassava as Subtropicais Rajadas. Que virá, os Presos Oponentes Não Mais suportavam Lesões. Juntamente julgavam-se Iguaria para os Horripilantes Glaucos Fantasmas.
Repentinamente, Escapada DCatástrofe, a Barcaça encalhou À costa.
Theo De Bakkere, 61 anos, Antuérpia, Bélgica

A bela cidade é de espantarFormidáveis e grandes halos inundam jardins, praças, monumentos, lagos e montes.
Na Ópera Palace que reis e soberanos tiveram uma voz ativa no xadrez do zelo, qualquer zelador hoje está em xeque.
Valorizar uma cidade com tanta beleza e sabedoria, requer garantir qualidade no patrimónioouvir na multidão legado cultural em jogo.
O Importante hoje é garantir também à comunidade formação e educação documental cultural que colhe bem a todos. 
Constantino Mendes Alves, 56 anos, Leiria

A bruxa da Camila devia esperar por Francisco. Garantiu que à hora, inúmeras vezes  repetida, levaria Mariana. Não ouviu o pedido que Rui soletrara tantas umas vezes dissera. Xale nos ombros, zangada e pronta a zaragatear, a xingar, Mariana caminhou com voz alterada e uma tesoura, sabuja e reles, na mão. Queria partir tudo ou nunca mais lembrar-se de Julho! Infelizmente haviagente falsa e diabólica. Correu bastante mal. Camila acabara de estragar um fabuloso negócio…

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Ultrapasse todo o seu receio
Ai, bela cabeleira a dela.
Ena, uma felizarda.
Garanto-te, hoje inteirei-me junto da linda mulher. Nada de ondulação artificial.
Perfeita, quem me dera!, responde com suspiro.
Toda uniforme.
Vou esconder a minha com o xaile. Que vergonha tenho Zané,

Zuca, o xarope não é venenoso. Ultrapasse todo o seu receio dos medicamentos.
Que paciência! Ontem nem molhou a língua. Jamais, irritante homem, guardarei o frasco. É para lhe dar à colher para ficar bom. Arre! Que teimosia.
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 52 anos, Coimbra

A Bia Corre Descalça E Foi Ganhar Hoje Inúmeros elogios. Já feliz, apanhou uma Lagarta Morta e Não a Operou às Pernas. Quando se Riu, Sentou-se numa Tábua e, Um minuto depois, Viu o Xaile da Zezinha. O Zé apareceu com um Xilofone, uma Viola e UTambor Sem a nota Ré. Quando lhe Perguntei O Nome, ele Mordeu o Lábio e Jurou que Ia comprar um Holofote Grande para Festejar E Dentro de Casa, Bem Aproveitou.
Sara Catarina Almeida Simões, 28 anos, Coimbra  

O Amadeu era um Burlão Compulsivo e
Desregrado, Embora um Famigerador,
de Grande Harmonia, não era
Irónico no Julgamento de Leigos.
Manipulava as Numerosas Opiniões,
Pretendendo Qualificar os Remorsos,
Sentidos e Transformados,
Usufrui da Veracidade
no Xeque-mate, Zombeteiro.
A Zoada sobre o Xaile
em Voga, que foi Usado pela Teresa.
só Serviu para Relembrar o Quanto
era Procurado em Outras Novas Modas.
A Luísa Jamais Iria Honrar a Gala,
que Forjava Entender Destes Casos
Bicudos e Antiquados.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Andava Babada Com aquele Doce que Estava no FogãoGabriela Há dias que Imaginava comê-lo. Juntou LeiteMel e Nove Ovos Para o creme Que RitaSua Tia, gostava. Precisava Usar o frasco de Vidro do Xarope do . Mas a Zélia do Xaile VerdeUltimamente, Tinha-o Sempre Reservado. Ela, Que tem Poder no OlharNão deixa ninguém Mexer lá Ivo se Havia queixado. Então, GabrielaFinalmenteEncontrou Duas Caixas Bem grandes para Arrumar o creme.
Carolina Constância, 23 anos, S. Miguel, Açores

Amantes de brincadeiras
As brincadeiras criadas,
Davam ênfase ao teatro,
Fomentavam gargalhadas
Com estrondoso aparato!

Havia inovações,
Jogos e lendas antigas,
Mantinham-se novidades,
Ouviam-se poetisas!

Quebravam-se em risadas
Sem terem limitações,
Treinavam usos variados
De xailes e tradições!

Zabumbavam e zuniam,
Tocavam os xilofones,
Viam-se uniformizados,
Trauteando em saxofones!

Sabiam bem recitar,
Quedavam-se pontualmente,
Olhavam-se, com carinho,
«Namorando-se somente

Moviam-se com ligeireza,
Juntavam a qualidade,                                                                                                        
Imitavam habilmente,
Tinham graciosidade!

Foliões bem assumidos,
Empenhados e dotados,
Criativos brincalhões,
Amavam serem amados!
Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

A Bárbara foi com a Diana a Espanha. Ficaram num grande hotel chamado "Ismael". Jantaram no Largo do Monte, onde notaram que outros participavam, quase em ritual, na Salsa que treinavam. Uma vassoura utilizava o Xavier Zaparico para dançar. O Zé chamou o Xavier para dizer: Vamos retirar uns tamancos ficando sapatos rasteiros. Queremos participar ousadamente, nomomento, lembrando Juvenal. Iríamos em harmonia dançar, girando, fazendo as elípticas perfeitas, dando as cambalhotas bem aprumadas. Começou a festa...
Ana Isabel Moreira, 36 anos, Lisboa

Há algum tempo que andava muito feliz e bem-disposta, sempre a murmurar cantilenas! Isto acontecia desde que ele fora à loja vê-la.
Gostava dos seus piropos: havia uma ternura tão intensa nele que fazia Juliana sentir-se sempre luminosa! Costumava disfarçar, mas era difícil e nem sempre conseguia.
Hoje, olhou-o atentamente por um instante, quase eterno.  Depois, corada, riu sem jeito, disse uma tontice, e mais uma vez ajeitou o xaile.
Adorava este seu Zé. Estava mesmo apaixonada!
Rosário Ribeiro, 60 anos, Lisboa

Um verdadeiro zero à esquerda, pensou. Xavier sentia-se isso mesmo. Aquela versão musicada fora um erro crasso. Pensara tanto naquela apresentação que se engasgara no discurso. Resolveu por dentro que este seu sonho de negócio iria ficar morto à nascença! Assim, ligou a medo ao sócio para saber a intenção final do cliente.
«Grande Xavier!» ouviu de lá. «Fantástico como encenaste tudo! E ainda tinhas dúvidas!? Ficaram completamente doidos! Que bom teres ligado! Amanhã assinamos.
Grande Guru!!»
Rosário Ribeiro, 60 anos, Lisboa

Violência domesticada
Alcoólatra bestial caindo doente de exaustão. Fortes gases... à hora indicada... jorraram (lembrando mesmo ninhos com ovos podres em quantidade rara) secreções toldadas. Última vez Xico Zé zumbava xingando e vendo Úrsula: tórax saído, rádio quebrado, perónio ofendido... num minuto, Úrsula, lá juntou num impulso da hipófise, gangrena fétida, enjaulada dentro do crânio bem avantajado. Úrsula abraçou, bestialmente cravados, os dentes esguios e felinos a Francisco José, golpeando humor inanimado no joelho – matou-o – ganhou Óscar “dentada mortal”!
Eurídice Rocha, 50 anos, Coimbra

Aqui baloiçavam crianças deliciadas. Encantados, os pais ficavam a gatafunhar histórias e imagens de júbilo e liberdade. Eram misericordiosos. Noutrora, quem ocupava este pátio queixava-se e resmungava sobre tudo! Ultimamente nem os velhos cá jogam xadrez.
―  Zombarias! ― murmurou Zaira, agasalhando-se no xaile. Era a visão de tão único e taciturno ser… roída e quebrada por ócios, negrura e medos. Era linda quando jovem. Imaginem… Havia gente que fazia fila para a elogiar, dedicar-lhe canções, beijar-lhe a alma.
Mireille Amaral, 41 anos, Gondomar

Diversão, aprendizagem e amigos. Faço muita ginástica, gosto de ouvir belas histórias de encantar, imaginar brincadeiras e jogar ao lencinho da botica.
Mesmo quando não gosto de ouvir os meus professores faladores, tenho que os escutar.
Rir no recreio é sempre bom.
Depois tenho de ir almoçar. Ufa! Vou para casa. Xavier trapalhão e a Zélia camélia são a minha companhia e amigos para a vida.
Sou feliz!
Fabiana Curto,13 anos, Corroios

É tão urgente decidir, mas vacila, xexé, zonza perante tanta beleza.
Zélia era xilógrafa, venerável e unificante cidadã; sua rectidão quimérica parecia orgulhar a nação. Mas, lamentavelmente, jaz isolada hoje, guardando fielmente com seu espírito doce sua cidade, Bracara Augusta!
A bonita campa está dignificada pelo enfeite floral de goivos harmoniosamente iluminado por jacintos lilases.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Abre o baú com diamantes e faz uma guitarra histórica. Inventa uma música jazz, com letra e melodia nova, e ouve-a pensando que recuas, sozinho, no tempo. Usa a tua voz e propõe ao Xavier algo zumbástico! Ou algo zen? O xilofone e o violoncelo serão usados para transmitir essa serenidade e responsáveis pelo que possa acontecer! Olhando Xavier, notámo-lo maravilhado e lisonjeado. Jamais iria recusar honrar uma guitarra feita exclusivamente de diamantes consistentes do baú aberto.
4ºA, Escola da Ermida, São Mamede, de Infesta-Matosinhos, prof Liliana Mendes