31 maio 2012

Mais desafios nº 7!


O ANIVERSÁRIO
O aniversário da Marta aproximava-se e o Miguel desejava fazer uma surpresa. Mas o dia 7 do mês 7 estava a bater à porta e ele não tinha nenhuma ideia. Pediu ajuda à mãe, cujo rosto assumiu as 7 cores do arco-íris. Virou-se para o pai que também não acreditou no seu gesto, mesmo repetindo-o 7 vezes. Acabou por comprar 7 presentes e esperou 7 dias. 7 minutos, foi o tempo que a irmã levou a desembrulhá-los.
Maria Jorge


Fernando riu o caminho todo até à casa de banho. Aqueles sete eram demais. Mas logo o sorriso murchou, quando descobriu que restavam pouco mais de sete gotas de água.
–Estás ensaboado? – gozavam os sete.
Saiu furibundo, a tempo de os ver desaparecer, impressionado pelos sete pares de pés que ganhavam asas.
Aguardou. Os sete não podiam ficar eternamente escondidos.
Foram sete nuvens a resolver a questão, ao derramar a chuva forte e fria sobre os sete.
 Quita Miguel, 52 anos, Cascais

O NÚMERO SETE
Já pensaram como o número 7 está presente em muito do que nos rodeia? Os marinheiros medievais navegaram por 7 mares, as notas musicais são 7, os pecados igualmente 7, até 7, são os dias da semana. Sem esquecer as maravilhas do mundo que são sempre 7 e já vêm dos tempos antigos. E muito mais podia enumerar com o 7, mas como as vezes se esgotaram, deixo aqui uma pergunta pertinente. Que magia esconde este número?
Maria Jorge

Os Reguilas de voltas do desafio nº6


De dia, viam-se pouco, eles preferiam aparecer à noite.
Eram pequenos, peludos, brilhantes, brincalhões e adoravam saltitar pela calçada.
Eu e o meu amigo João passeávamos pela rua, quando os cangurus apareceram. Brincámos todo o serão e depois levaram-nos até à sua família. Apesar de serem pequenos davam saltos gigantes, eu e o João tínhamos de correr para os conseguirmos acompanhar.
Finalmente chegámos. A mãe canguru ficou felicíssima e até nos preparou um chá delicioso.
Quem diria...!

Trabalho coletivo
Reguilas da Mata – 4º A
Professora Maria do Carmo Silva

e já começaram a chegar as histórias!!!

Desafio nº 7

Sete velhas galinhas sentadas em seus sete poleiros puseram-se a cantar.
Eram sete horas da manhã e o sol já despontava.
Mas sete ais se ouviram, implorando para que se calassem. Já tardava para o galo da capoeira. Empoleirado e altivo, julgava-se dono das vontades das suas sete galinhas. Madrugara zangado, como sempre, esperando por sete ovos postos sem grandes alegrias ou cantorias. Mas naquele dia, sete galinhas cantaram, felizes, claras acasteladas e suspiradas, belas gemadas douradas...
Rosário Caeiro, 38 anos, Lisboa

Sete de Maio – Lia viajou e deixa recado aos filhos, não sabem muito de cozinha.
Uso do micro-ondas...
(Ela não perde sua mania pelo número sete. Sempre a soma dos algarismos em tudo, deve dar sete.)
Leite: trinta e quatro segundos. Três mais quatro, sete
Panquecas: cinquenta e dois: cinco mais dois, sete. E assim por diante. Os filhos a entenderiam.
Volta, após sete dias.
Sorrisos aguardavam... 
Também a conta da pizzaria vizinha: sete pizzas tamanho família...
Chica, 63 anos, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


SETE VEZES SETE?
Aos sete anos de idade
Pela primeira vez
Beatriz foi pra escola
Com timidez

Seu número de chamada
Disse-lhe a professora
Será o número sete
Fique conhecedora

Na hora de aprender tabuada
Foi bem até a do seis
Quando chegou na do sete
Enroscou de vez

A professora perguntou
Quanto é sete vezes sete
Levantou-se nervosa
Respondeu quarenta e sete

Professora disse, não
Quarenta e sete? Errou
O certo é quarenta e nove
Beatriz quietinha, se sentou 
Majoli Oliveira, 52 anos, Caçapava, São Paulo, Brasil

histórias recebidas hoje...

Aqui ficam histórias do desafio nº 6 e sem desafio, acabadinhas de chegar!


É noite de São João.
Enche-se o Largo de música e paródia. Cornetas, rufos e gaitas contam cada qual a sua história. É hora de cantigas e bailaricos. É alegria que se solta do coração. Inspira-se doce algodão e uma menina sopra coloridas bolas de sabão.
De repente, eis que levo um encontrão. Ai! Pum! Catrapum! Mas que grande diversão!
Todo catita e de rosto vermelhão, disfarçado de manjerico, um penico andando de mão em mão.
Paula Erra, 38 anos, Funchal, Madeira

De dia viam-se muito pouco, todos vestidos de preto, com uma meia na cabeça. São especialistas a tirar coisas que não são suas. São traiçoeiros como as raposas. Nunca foram presos, nem uma única vez.
Um dia vieram a minha casa, mas como eu os vi pela janela, chamei a polícia. Passado uns minutos apareceram luzes vermelhas e azuis na estrada. Desta vez aqueles que tinham uma meia na cabeça e tinham roupa preta foram apanhados. Quem diria...!
Joana Nunes, 11 anos, 6º ano, Colégio Monte Maior

Afinal era um grão de café que não tinha um pé
Afinal nem tudo acontecera como planeado.
Era noite escura e fazia
um frio de rachar. O sapo beijoqueiro, duro como um cru
grão de arroz, esperava ansioso o amanhecer.
De quando em vez, olhava o horizonte e nada. A hora do
café aproximava-se e o sol não apontava.
Que chatice!
Não se transformaria num belo príncipe?
Tinha que fazer alguma coisa. Mas o quê? Brincaaaarrrr!
Um dó li tá! Salto ao
coxinho ou engulo um sabiá?!
Paula Erra, 38 anos, Funchal, Madeira


Notícia de Outro Mundo - Dragão visto a brincar com criança.
Beatriz, tem 9 anos e foi vista a brincar com um dragão na segunda-feira. Parece que Beatriz fugiu de casa e encontrou o dragão no prado, sentado numa pedra. Ela corajosamente começou a brincar com o dragão.
O dragão parecia muito feroz, mas na verdade não era. Era tão grande que era capaz de tocar nas nuvens.
Cientistas afirmam que pode haver mais dragões à solta.
 Joana Pinto, 9 anos, Lisboa

30 maio 2012

Da génese das palavras


De dia, viam-se pouco...
Insistentemente as procurei, com método, com perseverança, com truques...
Mas não dava... não valia o esforço!
Era a luz forte do sol lá fora a chamar por mim. Uma corrida na praia, um passeio de bicicleta ou… ter de trabalhar!
Era ao regressar à tardinha que elas surgiam, primeiro uma, depois outra ainda a medo até que com o cair da noite as palavras formavam-se no papel aos magotes em turbilhão...
Quem diria...!

Luís Marrana, 52 anos, Vila Nova de Gaia


29 maio 2012

As histórias do desafio nº 5 da EBS de Fajões


Margarida Fonseca Santos: Uma surpresa agradavelmente deliciosa…
Margarida, Maria Rapaz na adolescência.
Fonseca pela parte da mãe? Provavelmente…
Santos pela parte do seu querido pai? É o mais certo.
Uma mulher incrível, divertida, engraçada, generosa e genuína!
Surpresa foi o que o clube de Oficina de Escrita lhe fez na Escola Básica e Secundária de Fajões.
Agradavelmente fomos surpreendidos pela abertura, disponibilidade, sensibilidade e saberes partilhados.
Deliciosa e audaz, proporcionou fugazes momentos que queremos relembrar e para sempre eternizar!
Realização: Joel Santos, Rafael Pinho – 8ºA – E.B.S de Fajões.


Eu tenho uma boneca que diz Olá!
Eu e a Margarida temos uma linda boneca.
Tenho muita sorte em tê-la. Nunca vou esquecê-la.
Uma tarde, depois da escola, fomos para minha casa brincar com ela.
Boneca ela não é, para nós, é uma amiga que diz Olá, para
que possamos brincar sempre com ela.
Diz Olá sempre que vamos brincar com ela.
Olá diz ela com um sorriso fofinho, maravilhoso é isso que me faz gostar dela.
Raquel e Mariana, Escola Básica e Secundária de Fajões do 8ºB


Nós as duas fazemos uma dupla genuína.

Nós quando estamos nas aulas de Língua Portuguesa trabalhamos muito bem.
As ideias sobem ao mesmo tempo ao cérebro das
duas e, quando vamos mostrar à professora o nosso trabalho,
fazemos um grande brilharete em frente à nossa turma,
uma turma espectacular, a professora dá-nos os parabéns por sermos a dupla que somos, por fazermos um óptimo trabalho e por sermos uma equipa
genuína que toda a gente inveja, adora.
Diana Pereira, Cristiana Oliveira e Ana Oliveira, Escola Básica e Secundária de Fajões do 8ºA



Livros, palavras são o melhor do mundo
Livros são aventuras, companhia, um amigo, um confidente, uma amizade eterna.
Palavras e letras que conjugadas são o melhor que se pode ter.
São únicos, diferentes, exclusivos e extraordinários como prendas.
O eterno mundo através da palavra, numa ideia, num livro.
Melhor! Tinha que ser inventado pois nada se lhes compara.
Do mais antigo ao mais novo. Um
Mundo ao alcance de todos nós: basta abri-los, ler, aprender e gostar.
Filipa Oliveira Costa, Nº10, 8ºB, Escola Básica e Secundária de Fajões

1º ciclo - EB Armando Guerreiro

É isso mesmo - os meninos da Armando Guerreiro também enviaram a sua história, ora vejam:


De dia viam-se pouco porque a os motores dos barcos largavam uma nuvem de poluição. Mas quando a noite caía a tartaruga Pipa e o ouriço do mar Max brincavam à apanhada e jogavam à bola até bem tarde!
Um dia, perderam a bola e quando foram procurá-la, encontraram um tubarão que os queria comer.
Então o Max afiou os seus picos e atirou-os contra o tubarão!
O tubarão assustou-se, pediu desculpas e ficaram todos amigos.
Quem diria…!
Os miúdos da Armando Guerreiro (1.º BG)

28 maio 2012

Escola Básica e Secundária de Fajões

É verdade - vamos às escolas falar da escrita, e depois acontecem estas partilhas que me deixam nas nuvens. O 10ºC, Escola Básica e Secundária de Fajões, aceitou o desafio nº 5 e mandou as suas histórias. Querem lê-las? Digam lá se não é fantástico...
E haverá um professor com eles?... :)


A Amizade é o que nos une
A vontade de estar com os amigos é muita, pois a
Amizade é o que nos faz levantar da cama, sair de casa mais depressa,
É saber que vamos ver os nossos melhores amigos. É
O medo de uma zanga
Que nos leva a fazer partilhar o mundo e histórias de criança, é o que
Nos leva a partilhar os nossos segredos e é o que nos
Une para todo o sempre
Carlos Oliveira 10ºc nº4


A relação acabou, mas os sentimentos permanecerão!
A minha vida ficou presa ao passado, contigo no pensamento. A nossa
relação não funcionou! Erramos os dois, eu mudei mas tu só mudaste quando
Acabou tudo entre nós. Felizmente, as memórias mantêm-se,
mas mesmo assim, para mim, mesmo querendo-as esquecer é difícil.
Os pensamentos sobre ti e sobre nós permanecem, principalmente os momentos felizes, os
sentimentos ficaram e irão continuar nas memórias e
permanecerão até a minha vida acabar!
André Filipe Silva Oliveira Nº3 Turma: 10º C

Eu Adoro não Fazer Absolutamente Nada Pá
EU, quando estou a dormir
adoro ouvir os barulhos da natureza, dos pássaros, porque por acaso,
não estão a cantar, mas sim a chilrear,  porque de facto, a
fazer ninho eles não estão, pois senão eles viam-se a passear.
Absolutamente nada disto é real, visto que eu estou a acordar agora,
nada! Porque ainda por cima,
, tenho de ir para a escola, mais valia estar outra vez a sonhar.
João Teixeira Nº10 10ºc

A nossa amizade parece um ovo kinder
A cor é um estigma não ultrapassado neste mundo, mas a
nossa amizade supera tudo o que há para superar
amizade somos nós, são as nossas atitudes e para mim tudo
parece um filme antigo, a preto e branco.
Um dia, espero eu, tudo mudará para melhor, tudo ficará mais equilibrado
vvo significará, no futuro, amizade forte e pura
Kinder será doce como o chocolate preto e branco, sem distinção
Joana Soares nº9 10ºc

As saudades que sinto de ti, Manuel.
As nossas brincadeiras e os nossos momentos fazem-me ter
saudades. O teu sorriso traz-me felicidade. No dia em
que te vir, vou logo pegar-te ao colo, vou contar-te tantas coisas.
Sinto o teu amor por mim de irmão para irmã.
De mim, nunca sairás. Há três meses nasceste e a
ti, meu amor, eu farei tudo para te ver feliz.
Manuel, muito obrigada por me dares forças e muitas alegrias.
Diana Patrícia Oliveira Pinho  Nº 7  10ºC 

Amor é o sentido da minha vida
Amor é o que me fazes sair de dentro de mim,
É o que me dá alegria, no meu dia a dia.
O tal que faz o meu coração palpitar de emoção!
Sentido e cor és tu que dás ao meu viver.
Dás-me carinho, amor, aconchego. És a
Minha felicidade. É tu quem desejo, que quero e preciso.
Vida eterna, cheia de momentos bons e inesquecíveis sempre a teu lado.
Diana Pinho Nº6 10ºC


Como esquecer quem tanto me faz lembrar
Como foi isto tudo acontecer? Por vezes, desejo ter-te, outras
esquecer  tudo o que me faz lembrar de ti, da saudade de
quem  foi o meu presente, a razão do meu sorriso, sem querer deixarte-
-me aqui perdida, comigo apenas ficou a saudade, a mágoa.
Faz-me sorrir tudo o que seja sobre ti, até o fantasma da tua presença.
Lembrar-me de ti, é a minha sina, eu amo-te mesmo sozinha.
Adriana de Pinho Moreira,nº1,10ºC

A traição é um tiro no coração.
A consequência deste ato depende da nossa decisão, porém a
traição é o cúmulo da dor e do sofrimento e
é sentida nas mais recônditas profundezas da nossa alma.
Um momento bombardeado com doses de esperança que alguém mude, faz explodir o
tiro ardente no fogo submerso na angústia e faz de uma forma sincera acreditar que
no fundo existe um perdão que deixa o
coração menos triste e magoado.
Sofia Gomes, Nº12, 10ºC

A vida é um mundo de mistérios
A humanidade está sempre a pensar que a
vida é uma coisa má, mas lá bem no fundo
é a melhor coisa que o ser humano tem, é
um labirinto de incertezas, de sentimentos, de decisões é também um
mundo que nos traz muitas surpresas, umas boas e outras más,
de sonhos que por vezes parecem impossíveis, mas que afinal são possíveis. Estes
mistérios são infinitos e difíceis de explicar.
Ana Cardoso, nº2, 10ºC

27 maio 2012

mais desafios nº 6...


De dia, viam-se pouco, mas bastava um pensamento sobre as noites que transcorriam lado a lado para sorrirem. Guiados pela batuta perspicaz do maestro Ladeiro, a orquestra ensaiava, para afastar o estigma da derrota no festival do Outono. Desembainhavam-se arcos, afinavam-se sopros, exercitavam-se dedos. A melodia enchia a sala e irreverente saía para a rua.
Tudo parecia perfeito no ensaio, no entanto para Carmen algo faltava. De repente percebeu o quê. O calor dos aplausos.
Quem diria…!
Quita Miguel, 52 anos, Cascais


De dia, viam-se pouco mas isso não importava.
Ela esperava ansiosamente que a noite chegasse e o encontro era mais intenso. Os seus afazeres profissionais não lhe permitiam que se cruzassem mas, assim que entrava em casa, depois de um dia de trabalho cumprido (e comprido!), logo ela se lhe dirigia, numa enorme vontade de lhe tocar, de o afagar, de o possuir até se cansar. E pensar que, há bem pouco tempo, detestava computadores! Quem diria...!
Ana Paula Oliveira, S. João da Madeira

O GRILO E A CIGARRA
De dia, viam-se pouco. Ele trabalha de noite e com o Sol dorme, ela de dia e com a Lua adormece. Nunca se encontravam, pois da aurora ao entardecer ela faz a chinfrineira, ele, do anoitecer ao amanhecer. Era assim a vida da cigarra Justina e do grilo Justino. Até que certa vez, ele coloca-se a seu lado e sem cerimónia solta a goela. Justina despertou e irritou-se, mas ao invés de o expulsar, apaixonou-se. Quem diria!
Maria Jorge

E uma sem desafio:

Foi ontem, hoje, aqui estou a dizer-te que te vi pelo encanto do que me escreveste sem registo, do que me disseste sem falar, do que me desenhaste sem nenhum risco... e, tudo vejo sem estar em nenhum espaço físico. Registo em mim, nos recantos de não sei de quê nem de onde, o que fica guardado e, de vez em vez, partilho por aqui, no ali que sou, no acolá que gosto de ser, sendo eu.
Lucrécia Alves

26 maio 2012

Desafio nº 6 - histórias recebidas dos dois lados do Atlântico!


Quem diria...

De dia, viam-se pouco pois cada um ia pra um lugar. 
Ele ia de metrô, ela de circular. 
Ela, professora de educação infantil,
carregava consigo lindo ar juvenil.
Ele, decorador, passava o dia indo de lá pra cá,
agenda lotada, por onde começar?
Quando ela tinha um tempinho,
pra ele ligava, demonstrando carinho.
Um dia ela em casa chegou,
jantar preparou,
por ele esperou...
...ele não voltou.
Ele a abandonou.
Por outra, ele a trocou.
Quem diria...!
Majoli Oliveira

De dia, viam-se pouco, nunca tinham tempo para estar juntos, parecia que o tempo era algo que lhes faltava, mas amor era algo que até lhes sobrava. Encontravam-se sempre à noite, à porta da casa dela, e passavam cerca de meia hora juntos. Porém  o amor resistiu a tudo, e hoje estão casados e felizes, até já têm um filho e pensam ter um segundo. Onde parecia só existir falta de tempo afinal existia amor, quem diria!
Luís Peixinho, Murtosa

De dia, viam-se pouco, resguardando-se dos olhares indiscretos. Mas mal o crepúsculo descia a cortina, abandonavam o recato das mansardas. Acendiam fogareiros e abriam pipas. As mãos se davam a outras mãos enternecidas. Ouvia-se o acordeão e o pandeiro e rompia o canto nas gargantas emudecidas. Pés febris matraqueavam a calçada e a festa tomava conta da rua, noite dentro… até chegar a madrugada. Quase pobres, pouco tinham de seu, mas… eram ricos de alegria. Quem diria...!
Carlos Alberto Silva, Leiria

De dia, viam-se pouco ou quase nada!
Um entrava, outro saía de casa  apressado.
Aquela rotina se repetia, dia após dia.
Mi e  eram seus apelidos carinhosos.
Mas à noite, tudo era bem diferente.
Pareciam se transformar em outras pessoas, amantes...
Mal se viam, faíscas de longe apareciam
Com o olhar, faminto, quase se engoliam.
Mas esperavam o mágico momento para eles...
Aguardavam ansiosos, excitados a saída do sol
Tiravam o atraso, sem Quem diria!
Chica, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

25 maio 2012

EXEMPLOS desafio nº 6

De dia, viam-se pouco pois cada um ia pra um lugar. 
Ele ia de metrô, ela de circular. 
Ela, professora de educação infantil,
carregava consigo lindo ar juvenil.
Ele, decorador, passava o dia indo de lá pra cá,
agenda lotada, por onde começar?
Quando ela tinha um tempinho,
pra ele ligava, demonstrando carinho.
Um dia ela em casa chegou,
jantar preparou,
por ele esperou...
...ele não voltou.
Ele a abandonou.
Por outra, ele a trocou.
Quem diria...!
Majoli Oliveira

De dia, viam-se pouco, nunca tinham tempo para estar juntos, parecia que o tempo era algo que lhes faltava, mas amor era algo que até lhes sobrava. Encontravam-se sempre à noite, à porta da casa dela, e passavam cerca de meia hora juntos. Porém  o amor resistiu a tudo, e hoje estão casados e felizes, até já têm um filho e pensam ter um segundo. Onde parecia só existir falta de tempo afinal existia amor, quem diria!
Luís Peixinho, Murtosa

De dia, viam-se pouco, resguardando-se dos olhares indiscretos. Mas mal o crepúsculo descia a cortina, abandonavam o recato das mansardas. Acendiam fogareiros e abriam pipas. As mãos se davam a outras mãos enternecidas. Ouvia-se o acordeão e o pandeiro e rompia o canto nas gargantas emudecidas. Pés febris matraqueavam a calçada e a festa tomava conta da rua, noite dentro… até chegar a madrugada. Quase pobres, pouco tinham de seu, mas… eram ricos de alegria. Quem diria...!
Carlos Alberto Silva, Leiria

De dia, viam-se pouco ou quase nada!
Um entrava, outro saía de casa  apressado.
Aquela rotina se repetia, dia após dia.
Mi e Fá eram seus apelidos carinhosos.
Mas à noite, tudo era bem diferente.
Pareciam se transformar em outras pessoas, amantes...
Mal se viam, faíscas de longe apareciam
Com o olhar, faminto, quase se engoliam.
Mas esperavam o mágico momento para eles...
Aguardavam ansiosos, excitados a saída do sol
Tiravam o atraso, sem dó! Quem diria!
Chica, Brasil

De dia, viam-se pouco. Ele trabalha de noite e com o Sol dorme, ela de dia e com a Lua adormece. Nunca se encontravam, pois da aurora ao entardecer ela faz a chinfrineira, ele, do anoitecer ao amanhecer. Era assim a vida da cigarra Justina e do grilo Justino. Até que certa vez, ele coloca-se a seu lado e sem cerimónia solta a goela. Justina despertou e irritou-se, mas ao invés de o expulsar, apaixonou-se. Quem diria!
Vanda Pinheiro

De dia, viam-se pouco, mas bastava um pensamento sobre as noites que transcorriam lado a lado para sorrirem. Guiados pela batuta perspicaz do maestro Ladeiro, a orquestra ensaiava, para afastar o estigma da derrota no festival do Outono.
Desembainhavam-se arcos, afinavam-se sopros, exercitavam-se dedos. A melodia enchia a sala e irreverente saía para a rua.
Tudo parecia perfeito no ensaio, no entanto para Carmen algo faltava. De repente percebeu o quê. O calor dos aplausos.
Quem diria…!
Quita Miguel, 52 anos, Cascais

De dia viam-se muito pouco, todos vestidos de preto, com uma meia na cabeça. São especialistas a tirar coisas que não são suas. São traiçoeiros como as raposas. Nunca foram presos, nem uma única vez.
Um dia vieram a minha casa, mas como eu os vi pela janela, chamei a polícia. Passado uns minutos apareceram luzes vermelhas e azuis na estrada. Desta vez aqueles que tinham uma meia na cabeça e tinham roupa preta foram apanhados. Quem diria...!
Joana Nunes, 11 anos, Colégio Monte Maior

De dia, viam-se pouco, eles preferiam aparecer à noite.
Eram pequenos, peludos, brilhantes, brincalhões e adoravam saltitar pela calçada.
Eu e o meu amigo João passeávamos pela rua, quando os cangurus apareceram. Brincámos todo o serão e depois levaram-nos até à sua família. Apesar de serem pequenos davam saltos gigantes, eu e o João tínhamos de correr para os conseguirmos acompanhar.
Finalmente chegámos. A mãe canguru ficou felicíssima e até nos preparou um chá delicioso.
Quem diria...!
Trabalho coletivo
Reguilas da Mata – 4º A

De dia viam-se pouco porque a os motores dos barcos largavam uma nuvem de poluição. Mas quando a noite caía a tartaruga Pipa e o ouriço do mar Max brincavam à apanhada e jogavam à bola até bem tarde!
Um dia, perderam a bola e quando foram procurá-la, encontraram um tubarão que os queria comer.
Então o Max afiou os seus picos e atirou-os contra o tubarão!
O tubarão assustou-se, pediu desculpas e ficaram todos amigos.
Quem diria…!

1º ciclo - EB Armando Guerreiro – prof Sandra Reis


De dia viam-se muito pouco,
Mas aquele estava preso,
Pensei que me fosse arrebatar,
O magnífico que é o luar.

Ele queria-me arrastar,
Até aquele específico lugar
Eu dele não iria gostar,
Pois a liberdade me poderia tirar

Não sabia o que fazer,
Para ele me obedecer
Estava a entorpecer,
A minha vontade de viver.

Eu parecia uma flor,
Daquelas que não se podem pôr
Num jardim cheio de esplendor,
Era só um sentimento de amor,
Quem diria…!
Ricardo Santos nº19 8ºC
Escola Básica e Secundária de Fajões

De dia viam-se pouco. Ocupações diferenciadas, rumos desiguais… trajetos ímpares. Que vidas tão absorventes, preenchidas de trabalho e conhecimento…
É forte a relação pais e filhos! Adorados, amados uns e outros… que luta diária, que rotina de vida!…
Final de jorna, a ansiedade já invade para o reencontro no regresso ao lar…
A partilha de vivências, num fervilhar de emoções como o desabrochar de uma flor, mais um dia entre sorrisos ou lágrimas num conto diário…
Quem diria!…
Gil, 9ºA, e Eduardo Costa (pai), Agrupamento de Escolas de Arrifana, Santa Maria da Feira

De dia, viam-se pouco os olhares inocentes das crianças a chorar. Era à noite que revelavam a sua tristeza face à nova vida desassossegada, cheia de reboliço.
Os pais bem tentavam disfarçar mas, muitas eram as contas para pagar.
As mordomias, os luxos a que se habituaram tinham de acabar. Até o ar que respiravam parecia faltar, tal era o sufoco. Em casa, amontoavam-se cartas, avisos de pagamentos, que os impediam de pensar e agir. Quem diria!...
Bárbara, 7ºD, e Dora (mãe), Agrupamento de Escolas de Arrifana, Santa Maria da Feira

De dia viam-se muito pouco,
Mantinham segredos bem guardados,
Que toda a gente tentava descobrir como um louco.

Encantavam toda a gente, sem saberem
Faziam tudo bem, sem se esforçarem
Apesar da sua sabedoria,
Continuavam a fazê-lo, sem por isso darem.

Seriam de outro planeta?
Toda a gente o queria saber,
O que seriam afinal,
Estes seres que ninguém sabia haver?

Um dia foi-se a descobrir,
O que realmente havia,
Eram de uma dimensão inversa.
Quem diria…!
Luana Santos 8ºC Escola Básica e Secundária de Fajões
+
De dia viam-se pouco, as nuvens no céu azul, quando o homem da lua se levantava.
Esse astronauta foi numa missão extremamente importante, que era chegar a Plutão.
Quando partiu, o astronauta começou a procurar o planeta.
Passaram vários meses até o encontrarem.
Aterrou e sentiu-se feliz por conseguir a sua missão.
Ao regresso a casa, pelo caminho, perdeu um velho e grande mapa.
Ele ficou perdido, aflito e adormeceu.
Ao acordar viu-se em casa.
Quem diria!
Miguel Pinho, Bruno Oliveira-8ªA-E.B.S de Fajões 
+
De dia viam-se muito pouco, pois era à noite que partiam. Falo dos Descobridores, apenas uma de muitas, muitas gerações de ouro que pertenceram ou pertencem a este maravilhoso país. Esta pequena nação, mas com um espírito inabalável, que nunca desiste e vence qualquer adversidade. Este pequeno país que se une nos momentos difíceis, que apoia a seleção e que tem feitos além fronteiras. Por tudo isto, Somos PORTUGAL e temos orgulho de o dizer! Quem diria…!  
Artur Ferreira; nº5; 8ºC; Escola Básica e Secundária de Fajões  
+
De dia viam-se muito pouco, aqueles pequenos seres, recém nascidos, com um pequeno corpo castanho como a casca de uma árvore e uns olhos negros como a escuridão. Corriam, saltitavam e brincavam, sempre sem sair da beira da mãe, tão bela como os seus filhotes. As suas tocas não ficavam longe e não tardava muito a voltarem para o quentinho, bem aconchegados no pêlo de sua mãe. Passado algum tempo, depois de brincarem muito, entraram. Quem diria…!
Liliana Gomes 8ºC Nº13 Escola Básica e Secundária de Fajões
 +
De dia viam-se muito pouco
na cabeça deles existe amor,
ele fá-la sentir aquele calor que ela precisa.
Nessa noite, deseja que a aqueça.
O seu coração imagina que ele é um lutador,
vem para salvar a dor.
Os ouvidos dela ouvem a sua suave voz
os lábios dela querem sentir a sua felicidade
e  o corpo dela deseja sentir a  sua sensualidade
pela noite dentro. Precisa da poesia dele,
assim será o seu poeta.
Quem diria! 
Diana Pinho nº7   10ºC    
+
De dia viam-se muito pouco,
corajosos capazes de enfrentarem o mundo, os seus problemas. Eram rebaixados todos os dias, não tinham coragem suficiente para se defenderem. Estas pessoas eram vistas como coitadas, como miseráveis. Mas, certo dia, as pessoas com pouca coragem, levantaram a sua autoestima, e começaram a enfrentar os seus problemas. No dia a seguir, as mesmas eram chamadas de valentes, porque conseguiam enfrentar tudo e todos, foi giro. Finalmente elas ganharam coragem.
Quem diria!
Ana Cardoso, nº2, 10ºC
+
De dia viam-se muito pouco, era assim, eles estavam apaixonados, mas nunca juntos.
O amor deles, um pelo outro, era grande, mas não era o suficiente.
Existem coisas de que sentimos saudade, mas isso não quer dizer, que as queiramos de volta
Por muito amor que haja, a pessoas que não foram feitas para estar uma com a outra, talvez com eles acontecesse o mesmo. O amor supostamente devia trazer felicidade, a eles trouxe sofrimento.
Quem diria!

Joana Soares nº9 10ºc

+
De dia viam-se muito pouco
Alegres com vontade de viver,
Com vontade de seguir em frente no dia a dia e
De realizar sonhos.
Felizes são aqueles que lutam
Para conquistar os seus objetivos
Para ter um melhor futuro.
Damos graças à escola, para sermos o
Que somos e o que seremos no nosso futuro.
Um bom ambiente dentro e fora das salas de aula!
É bastante enriquecedor estudar e aprender cá.
Adoro esta escola,
Quem diria!
Diana Pinho 10ºC Nº6
+
De Dia Viam-se Muito Pouco,
Mas mesmo assim ele fez tudo por ela e ela rejeitou-o.
A vida é difícil, não é? NÃO, a vida é fácil, nós é que a tornamos difícil.
A vida tem altos e baixos, felicidades e tristezas, verdades e mentiras e doenças e curas.
Temos que aproveitar todos os dias como se fossem o último.
Na vida, tudo acontece por uma razão, não há nada a fazer para o evitar.
Quem Diria!
Carlos Oliveira 10ºC nº4
+
De dia viam-se muito pouco estrelas no céu, mas de noite milhares se viam. Em cada uma delas, as mais brilhantes, para mim, simbolizam as memórias passadas contigo e os sentimentos passados, e presentes até hoje.
Nos dias que olho para o céu, durante a noite, mesmo que não queira, penso em ti, porque não te consigo esquecer.
E mesmo assim, por muito que te queira dizer o que sinto falta-me as palavras e coragem.
Quem diria!
André Oliveira Nº3 10ºc
+
De dia viam-se muito pouco,
Não era por não estarem perto.
Viam-se muito pouco, porque
Fechavam  os olhos ao amor, evitam olhar-se, pois recordações
Nasciam a todo o momento.
Pensavam, talvez, que se não se visem, se deixariam de amar
Ou que a saudade fizesse as malas
E fosse embora.
A verdade é que, quando menos ela o olhava, mais ela o via, mais o amava.
Durante a noite, era quando ela mais o via.
Quem diria!
Adriana de Pinho Moreira. 10ºC
+
De dia viam-se muito pouco, aqueles animais estranhos só de noite apareciam. Voavam por entre as aldeias, pousavam nas beiras das janelas e assustavam os já meios ensonados. De dia, dormiam nas cavernas mais escuras e húmidas. Dormiam de uma maneira diferente, de longas patas para o ar. Como decerto já repararam, pessoas não são com certeza. São mamíferos,cegos durante o dia! Não é difícil de adivinhar. Mamifero ou ave?                                                
 Logo, não deixa de ser morcego.
Quem diria!...
Ana Marques 8ºC nº4
+
De dias viam-se muito pouco…
Um casal assim, era raro.
Recheado de verdade e repleto de cumplicidade.
Uma vida de sonhos realizados, acontecimentos vivenciados e experiências misteriosamente empolgantes.
Tantos momentos, tantas chamadas, tantas palavras dispersas no centro do seu coração que ela quer compreender, inúmeras sensações reveladas pelo silêncio do seu profundo olhar, simplesmente ela ama sentir a essência da sua personalidade.
Uma vida aparentemente perfeita, esconde algo terrível.
Algo impossível que ninguém imagina, ninguém.
Quem diria!
Sofia Gomes Nº12, 10ºC
+
De dia viam-se pouco,
De noite mal se viam.
O Dia era colorido e alegre,
já a Noite era triste e solitária.
O Dia queria conhecer melhor a Noite,
mas a Noite não queria nem por nada.
O Dia insistia, insistia, mas a Noite não cedia.
O Dia disse à Noite que o que ele realmente queria
era ter alguém com quem brincar, falar, viajar…
A Noite finalmente cedeu
E o Dia ficou em harmonia…
Quem diria!
Realização: Rafael Pinho 8ºA
+
De dia viam-se muito pouco! Ele e ela eram os melhores amigos, por isso, encontravam -se à noite. Certo dia, foram passear pelo parque e ele declarou-se, contudo ela não ficou satisfeita com as palavras. Na noite seguinte, foi ao sítio do costume e, quando chegou, deu de caras ele e outra rapariga.  Nem queria acreditar no que estava a ver. Ficou tão desiludida, saiu de lá em prantos. Percebeu que ele lhe tinha mentido.
Quem diria!
Trabalho realizado por:   Joana Rita nº 10  8ºA, e Tiago Teixeira nº 21  8ºA
+
De dia viam-se pouco, o João e a Maria faltavam muito à escola.
Vinham só ao final da tarde. Ninguém sabia por que razões faziam aquilo.
 Começou-se a desconfiar das atitudes que tinham.
Certo dia, no final das aulas, sugeriram juntarem-se e segui-los. Foram caminhando até que os viram entrar num cemitério. Pensaram que eles iriam visitar algum familiar. Entraram, de repente. Viram um clarão vermelho, estranharam e viram -nos a transformarem -se em vampiros.
Quem diria!
Trabalho Realizado por: Diana Pereira 8ºA Nº8, e Joel Santos 8ºA Nº8
+
De dia viam-se muito pouco, eram umas aves raríssimas, que viviam silenciosamente no seu habitat.
Era um desafio da escola, quem conseguisse tirar uma fotografia dessas aves, recebia um prémio.
Foram dias e dias de procura, dei tanto trabalho aos meus pais, fui a parques e a reservas naturais e nada.
Até que, um dia, cheguei a casa depois de uma manhã de trabalho, cheguei ao meu quarto e vi um ninho delas na janela. Quem diria...
Miguel Pina, 14 anos, Escola Básica e Secundária de Fajões, 8ºC
+
De dia viam-se muito pouco,
de noite apenas
sombras de um louco.
Que farei eu,
não sei se lhe contarei
ou se guardarei,
o segredo.
Segredo este,
que parece não ter fim,
que se vai acumulando,
por entre minha alma.
Sem o conseguir parar.
Sentir o que sinto,
só pode ser amor.
Cada dia que passa,
me sinto menos capaz.
Já não consigo esconder mais.
Mas quem diria,
que a minha cobardia,
levaria a melhor.
Quem diria!
Vanessa Costa , 8ºC , da escola Básica e Secundária de Fajões
+
De dia viam-se muito pouco, mas de noite, ui de noite… de noite não se viam nada. Não se via luz, apenas preto e branco, incompreendidos pelas outras cores. Sentiam o vento que batia na cara, como estaladas frias e repentinas. Teriam algo nos seus olhos esbugalhados? Estariam cegos e mudos, ou seria só uma fase? Estariam na adolescência? Estariam apaixonados? Se calhar era isso, ou se calhar não era! Que tédio pensar neste problema… Quem diria…!
Daniel Moreira Ribeiro      8ºc        14 anos      escola básica e secundaria de fajões
+
De dia viam-se muito pouco, mas ela continuava ali, como habitual, debruçada sobra a janela com os vastos cabelos soltos e reluzentes. Todas as noites assim o era! Aguardava por contos de fadas, onde pudesse entrar, mundos misteriosos, paixões… procurava o fim, o início ou talvez o recomeço! Certezas?! Uma: estaria ali até que essa noite, esse alguém chegasse a levasse…Meses e anos lá passou… mas eis que esse alguém chega, tal como imaginara… Quem diria…!  
Ana Carolina Azevedo Oliveira Tavares  8ºC  Nº1
Escola Básica e Secundaria de Fajões
+
De dia viam-se muito pouco, com o seu canto de encantar, só viam crianças correr e brincar, mas nada do que os seus olhos ansiavam ver, nem os seus ouvidos ouvir.
Deambularam, pelo parque, histéricos e cinzentos, desejando chegar a uma clareira muito bonita, com flores roxas, amarelas e brancas, onde ambos ouviram um único som, o único que desejavam ouvir, até que deram meia volta e viram um pássaro de corpo prateada a cantar. Quem diria…!
Rafaela Silva, 8ºC, Escola Básica e Secundaria de Fajões
+
De dia viam-se muito pouco,
Os morcegos a voar.
O morcego a voar, perto das luzes lá anda,
Para se alimentar.
A gruta é a sua casa,
Fira e escura,
Vai ele dormir e descansar.
Durante o dia dorme,
Durante a noite come.
Mamífero ele é,
Com asas pra voar.
Preto e negro,
Este confunde-se na escuridão da noite.
Batendo ele as asas,
Dando guinchos a voar
Alegra ele a noite,
Assim a cantar,
Mas, Quem diria…!
Melanie Pinho 8ºC Nº15, Escola Básica e Secundária de Fajões
+
De dia viam-se pouco.
Pensei que estavam escondidos,
Sem ninguém para brincar.
Andei á procura, para os ajudar,
Não os encontrei, desanimei até chorei
Ouvi um ruido, fui averiguar
Investigue, encontrei…
Eram só dois, estavam com medo,
Sorri, para os acalmar.
Correram para mim,
Perguntei-lhes o seu nome
Responderam-me a tremer
Brincamos, partilhamos experiências,
Contaram-me um segredo que não gostavam de lembrar: os seus pais abandonaram-nos.
Espero que nunca me aconteça o mesmo a mim,
Quem diria!
Ana Teixeira nº2 8ºA       Escola Básica E Secundária De Fajões

De dia, viam-se pouco os homens que trabalhavam nas minas. Era à noite que se dirigiam ao Bar da Mané. Gulosos, lambiam os beiços depois de sorver o líquido quente e doce da chávena branca e bolorenta, mirando a Milú pelo canto do olho.
A jovem roliça ria-se das piadas e parecia feliz. - São reles estas criaturas – pensava Milú –, mas são eles que me permitem ganhar dinheiro.
Olhou para um deles e sorriu.
Quem diria…!
Sandra Paulino

De dia viam-se muito pouco, todos vestidos de preto, com uma meia na cabeça. São especialistas a tirar coisas que não são suas. São traiçoeiros como as raposas. Nunca foram presos, nem uma única vez.
Um dia vieram a minha casa, mas como eu os vi pela janela, chamei a polícia. Passado uns minutos apareceram luzes vermelhas e azuis na estrada. Desta vez aqueles que tinham uma meia na cabeça e tinham roupa preta foram apanhados. Quem diria...!
Joana Nunes, 11 anos, 6º ano, Colégio Monte Maior

De dia, viam-se pouco...
Insistentemente as procurei, com método, com perseverança, com truques...
Mas não dava... não valia o esforço!
Era a luz forte do sol lá fora a chamar por mim. Uma corrida na praia, um passeio de bicicleta ou… ter de trabalhar!
Era ao regressar à tardinha que elas surgiam, primeiro uma, depois outra ainda a medo até que com o cair da noite as palavras formavam-se no papel aos magotes em turbilhão...
Quem diria...!
Luís Marrana, 52 anos, Vila Nova de Gaia

De dia, viam se pouco...
Como Lua e Sol...
Quando ela chegava, ele não estava,
quando ele chegava, ela dormia!
Desencontrados!
- Malditas horas extraordinárias! - lamentava-se ele.
- Nunca posso estar com ela!
Até que começou a pensar...
- Uma greve talvez possa resultar! Não, uma Revolução!
E no dia seguinte acordou com os colegas o plano, que todos aceitaram!
           E no outro dia já todos se tinham preparado à frente da junta de freguesia...
Acabou por resultar!
Quem diria...
Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG

De dia viam-se pouco.
Moravam no mesmo prédio, mas com horários tão diferentes, só esporadicamente se cumprimentavam, perto do elevador, quando um saía e o outro entrava.
Ela, porém, tinha reparado no seu porte. Algo tímido "ou talvez não", a sua saudação era sempre muito educada e agradável.
Encontraram-se, certa  noite, num local de diversão.
Ambos sós, começaram a conversar, dançaram, enfim conviveram!
Sentiram-se tão bem juntos, que no regresso, rápido nasceu um lindo romance.
Quem diria!
Arminda Montez, 75 anos, Queluz

De dia viam-se pouco, a distância para ele era irrelevante, importante, era que estava a desempenhar uma profissão apaixonante, ensinar as primeiras letras às crianças numa escola da povoação de S. Roque.
Via o entusiasmo, alegria e curiosidade nos rostos daquelas crianças na descoberta deste mundo fascinante, era reconfortante, superava todos os sacrifícios feitos para ali se deslocar. Quando regressava ao lar, trazia dentro de si mais energia, mais amor, e esperança num mundo melhor, quem diria!
Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

De dia viam-se pouco, as saudades dos primeiros anos passara há muito.
Não se sabe bem em que altura, deixaram de sentir necessidade de estar juntos! 
Quando chegava o fim da tarde, encontravam-se em casa, aí o diálogo era pouco ou nulo. Cada um vivia no seu mundo. Sem se aperceberem, suportavam convenientemente a vivência em comum. Deus não lhes dera filhos, talvez fosse melhor assim! As pessoas, ao saberem desta calma vivência, diziam perplexos: 
Quem diria!!!
Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

De dia, viam-se pouco. Só quando o sol está a baixar os verão aparecer, e o Breakfast será a única comida substancial para eles. Então, nesses casos, poderão encontrá-los durante o pequeno-almoço. Pouco depois, estarão a regressar às escondidas, como mortos vivos, para os seus quartos obscurecidos.
Ao anoitecer, só se animam nas discotecas, onde se entregam à vida noturna e a patuscadas inevitáveis.
Sabem em que países se encontram? Não sabem? Ora… Em todos!
Quem diria!
Theo De Bakkere, 60 anos, Antuérpia, Bélgica

De dia, viam-se pouco, ou nada, bem cedo Cristina levava os filhos à escola, João ia para o escritório.  Durante anos a mesma rotina.  João chegava a casa os filhos estavam tratados.  Um dia, Cristina virou a mesa:
– Tens de ajudar mais, passo o dia inteiro de pé naquela maldita fábrica, quando preciso de ajuda, onde estás? Nos copos com os amigos, meu menino ou isto muda ou voltas para casa da mãezinha.
E mudou.
Quem diria…!
Isabel Branco, 53 anos, Charneca de Caparica

De dia viam-se muito pouco. Os donos do Miúra e da Bonita levavam-nos para pastos diferentes. Como ele adoraria segui-la, poder roçar-se por ela, aquele pêlo tão macio que ele tão bem conhecia quando se encostavam e, assim, dormiam no curral que partilhavam.
Naquele dia tudo foi diferente, nada se passou como habitualmente. Que estranho! Que teria acontecido? Aonde os levariam? No último momento, ele apercebeu-se do que os esperava. Estavam à porta do matadouro. Quem diria!  
Felismina Trindade, 68 anos, Estremoz, Academia Sénior, prof Zuzu Baleiro

De dia viam-se pouco, ela carecia de descanso, repor as energias para uma nova jornada. Ele, de sua parte, trabalhava incessantemente, muitos dependiam do que ele oferecia, e o amor, era adiado a cada dia.
Alguns encontros são como alguns amores, platônicos e impossíveis. O que não interfere no amor que inspira poesias, no sonhar com, no admirar, no de longe olhar, no querer estar... Eles são assim, Lua e Sol, jamais irão se encontrar! Quem diria...!
Roseane Ferreira, Macapá, Estado de Amapá, Brasil

De dia, viam-se pouco pois era uma família com muitos afazeres. Sempre que possível, comunicavam por mensagens escritas, ou chamadas. Eram quase estranhos a viverem debaixo do mesmo teto! Eis que, certa manhã, apareceu lá por casa o tal tio das américas e tudo ficou diferente. Este só lhes pediu para jantarem juntos, o que todos tentaram cumprir com esforço e pontualidade. Na verdade, passaram a estar juntos e a conversar sobre o dia passado. Quem diria...
Cláudia Ribeiro, 44 anos, Vila do Conde

De dia, viam-se pouco…
Mal cruzavam o olhar,
Gostavam-se e atraíam-se
Sem se poderem tocar.

E ninguém se apercebia,
Pois, eles eram discretos,
Algumas pequenas trocas,
Alguns códigos secretos.

Porém, caindo a noite
Estava o destino traçado,
Ele correu para ela,
Ela caiu no amado!

E, pertinho do lugar
Havia um velho “Pombal”…
A testemunha era a Lua
E achava natural!

Mas, o povo, com malícia,
Encarava uma ousadia…
Ia mesmo haver casório?
Os “pombinhos”…! Quem diria…!
Maria do Céu Ferreira, 59 anos, Amarante

De dia, viam-se pouco mas à noite tudo tornava-se claro. O coaxar das rãs, o grilar dos grilos, as ondas rápidas a desmaiar na areia iluminada pelo luar. Quase teriam de gritar para se ouvirem entre cucos e cigarras, e rãs e ondas e um som de fundo de urgência de lábios a beijar. Palavras eram poucas, mais eram os sorrisos nus e quentes, no momento em que as suas peles se encontravam. Não casaram. Quem diria...!
Cátia Penalva, 36 anos, Viana do Castelo
De dia, viam-se pouco... Era um casal estranho, diziam os vizinhos. As manhãs eram gastas a dormir e a reclamar o barulho que a vizinhança fazia.
Não pareciam más pessoas, mas eram implicativos. Como podiam querer que o dia fosse tão sossegado quanto a noite? O administrador do prédio estava farto de queixas. Convocou uma reunião para decidir o que fazer. Todos ficaram surpresos quando perceberam que o casal cuidava de crianças abandonadas. Estava entendido. Quem diria...?!
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

De dia viam-se muito pouco, os gnomos! Sim, gnomos, umas incríveis criaturas místicas, em que ninguém acredita. Mas à noite via-se a verdade!
Todos os gnomos saem do esconderijo e resumem tudo o que queriam dizer numa só palavra.
Nunca ninguém viu um a passear por aí, porque só é possível ver um à noite, nas florestas.
Subitamente, vi uma sombra no armário! Abri-o e vi um gnomo! Ele fez um gesto com a mão.
Quem diria!
Tiago Simões, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, V.N. Gaia, prof Cristina Félix

De dia viam-se muito pouco tempo, para poder brincar e divertir-se. Estava a chover e não valia a pena ficar a olhar pela janela à espera que parasse.
A turma estava na sala de aula na hora do intervalo por causa do mau tempo. Muitos se queixavam de que queriam ir lá para fora. Isso, porque nos intervalos a sala era muito silenciosa.
Choveu, choveu, choveu. Nos outros dias, não choveu mais durante um ano.
Quem diria?
Gonçalo Alves, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, V.N. Gaia, prof Cristina Félix

De dia viam-se muito pouco, as pessoas na rua, porque estava muito nevoeiro. Estava chuva e o sol estava escondido.
Então ia eu a caminho da escola, até que cheguei e já estavam todos dentro da sala de aula.
Bati à porta e a professora Cristina Félix veio abrir a porta.
Pedi desculpa e entrei; a professora não reclamou porque era a primeira vez que eu tinha chegado atrasado.
Viraram-se todos. Disseram:
– Chegaste atrasado. Quem diria!
Gonçalo Alexandre, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, V.N. Gaia, prof Cristina Félix

De dia viam-se muito pouco, mas de noite encontravam-se.
Assim acontecia frequentemente.
A coruja pigmeu encontrava muitas vezes a coruja duende.
Um dia de manhã cedo, a coruja duende só queria conversar, mas a pigmeu estava tão cansada (tinha passado a noite a caçar) que a mandou calar.
Ficou zangada, mas a coruja pigmeu não lhe ligou e foi para a sua toca.
A coruja duende resignou-se e foi embora para casa.
Que mal humoradas!
Quem diria! 
Matilde Tavares, 5ºD, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix

De dia viam-se muito pouco,
Estava escuro como a noite.
Toda a gente estranhava,
mas que dia tão louco.
As pessoas iam às compras
com lanternas na mão,
para ver os ingredientes
era uma grande confusão.
Íamos trabalhar,
mas que grande trabalheira,
no meio da escuridão,
era uma enorme maluqueira.
Fui passear,
não via nada,
só pessoas com lanternas,
que rua chanfrada!
Fui lá fora,
o que é que via?
Afinal era um eclipse…
Mas quem diria!
Carolina Anselmo, 5ºD, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
 
De dia viam-se pouco, as pessoas e os carros. Já parecia de noite e ainda estávamos no meio-dia.
A maior parte das pessoas andava de lanterna na mão e roupas coloridas para quando fossem a atravessar a passadeira não serem atropeladas.
Eu saí do trabalho e fui almoçar, mas com cuidado, para não ser atropelado! Depois do almoço fui para casa descansar um pouco. Quando regressei ao meu trabalho notei uma coisa diferente: havia SOL!!!
Quem diria!
David Hortas, 5ºD, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
 
De dia viam-se muito pouco, num dia com tanto nevoeiro. Notavam-se poucos militares pelas ruas de Lisboa. Mas os que havia pareciam nervosos, como se não quisessem contar o que iria, ou estava a passar-se.
Passadas algumas horas, depois de as ruas estarem cheias de militares (armados e por todo o lado), foi quando tocou, exatamente à meia-noite, “Grândola, vila morena”.
Toda a gente percebeu que era naquele momento a Revolução, “A Revolução dos Cravos”.
Quem diria!
Miguel Garcia, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

De dia viam-se muito pouco.
– Muito pouco? – dizia o Xavier.
– Sim, muito poucas pessoas para me colher.
– Mas tu não estás a ver?
– O quê? – perguntava eu, sem saber o que fazer.
– Está aqui muita gente. Perguntamos ao Samuel, que ele sabe sempre essas coisas.
Foram ao encontro do Samuel.
– Samuel, sabes o que está a acontecer?
– É a “Revolução dos Cravos”!
– Eia, essa revolução tem o nosso nome! – dizia eu empolgado.
Xavier, contente, disse:
– Quem diria!
Sara Oliveira, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

DE DIA VIAM-SE POUCO. Preferiam a noite, lugares mais discretos.
Onde podiam e sabiam ser somente os dois.
Sem risos sarcásticos ou julgamentos precipitados.
As noites eram o seu mundo. E desfrutavam da certeza de que,
quem o feio ama, bonito lhe parece.
E a beleza da alma transparecia nos seus olhares felizes.
Encontravam-se sempre naquela rua,
tinham por testemunha a lua, que os abençoava
por serem feios, por o seu amor belo e verdadeiro.
QUEM DIRIA!
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

De dia, viam-se muito pouco. Ele vivia escondido nos buracos sombrios: era uma criatura da sombra. Ela habitava nas superfícies luminosas e quentes, aspirando a energia do sol: era uma criatura da luz. Ao anoitecer, quando o azul profundo do mar se pintava de laranja, ele emergia à face das coisas. Certo dia, encontraram-se. Dentro deles, um arco invisível tornou-se círculo e os uniu. Quem diria que, naquele adormecer fugaz do astro-rei, criaturas tão antagónicas pudessem amar-se. 
Isabel Sousa, 64 anos, Lisboa.

Aiiiiiii
De dia, viam-se pouco… nela tanta dor se lhe colou ao corpo. Julgava ter matado desejo.
O relógio roda lentamente e tortura ansiedade do encontro.
Ela. Sabes quando dentro te olhava firme, metal a fundir-se sentia? Quando tocava lábios e cristal se transformava em sol? Quando sentia paz, voando sem destino algum, só com sorriso?
Ele. Entre equilíbrio e desequilíbrio vive o vale que nos une. Sublinhou.
Ela. Desejo-te? Habitas tão somente dentro desta cabeça. Quem diria…!
Eurídice Rocha, 50 anos, Coimbra

De dia, viam-se pouco…
Um, desbravava, horas a fio, caminhos no matagal cinzento matizado. O calor estonteava-o, saltava, apanhando ar fresco. Não resultava. O Silvestre sacudia-se com tal voracidade e rapidez cansando quem o olhava.
O outro, imóvel, para gastar a menos energia possível, escondia-se no lóbulo da orelha esquerda.
À noite a temperatura descia, sinal para o encontro. Percorriam o caminho que os levava à cauda do Silvestre. Toda a noite era um funfunfun.
Quem diria!
Cândida Jardim, 53 anos, Ovar

De dia, viam-se pouco!
Quando o sol despontava, a chuva, sentindo-se ofuscada pela sua beleza, preferia manter-se afastada. Mas o sol admirava a sua capacidade para se multiplicar em várias gotas e distribuir frescura pelo mundo inteiro.
Um dia, cansados de se observarem à distância, decidiram aproximar-se para conhecerem melhor alguém que admiravam.
Dessa amizade resultou um lindo arco-íris, irradiando o brilho das suas cores no céu.
Quando vencemos a timidez, conseguimos alcançar o sucesso.
Quem diria!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

De dia viam-se pouco. Aquela família era muito estranha. Nunca os percebi... Sempre de preto e vermelho. E tinha aquelas capas vampirescas!
Nunca os vi numa loja ou num café! Simplesmente de noite a passear!... Bem, vou investigá-los!
Descobri uma mega coisa! Fui à internet e procurei os nomes deles... A família Caixão é mesmo vampiresca! Eles são vampiros!
Será que eles sugam sangue? Sim... E aparecem em fotos? Não... Se tenho medo? Bem... Sim!!
Quem diria!...
Mariana Martins, 12 anos, Barcelos

Os vizinhos
De dia viam-se pouco, praticamente nunca, os novos vizinhos eram pelos vistos membros da gótica, que principalmente não gostavam de olhadas curiosas nem de contactos humanos. Somente nas noites de lua cheia havia lá atividades, e a minha suspeitosa avó espreitava-os sempre através das cortinas. Embora só pudesse perceber sombrinhas misteriosas perto duma fogueira, tentava, com o livro de Stoker "Conde Drácula" na mão, convencer-me que os vizinhos eram mortos vivos ou adeptos de Drácula.
Quem diria.

Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia, Bélgica