23 setembro 2012

Viciado em anagramas, diz o Nelson


NUNCA MAIS LÁ CHEGO
19h30 e eu em Alvalade! Logo hoje, que ía fazer uma maratona de filmes doOMAR Sharif! O motorista do Metro, enfadado, grita nos altifalantes – “Não forcem as portas!” Como uma sardinha enlatada deixo-me levar pelas conversas. Àquela senhora morreu-lhe um ente inimigo e os miúdos atrás, faltaram às aulas, novamente. Quero chegar depressa a ROMA para poder disfrutar de um momento só meu, pois corra bem ou mal o dia, essa palavra refletida será sempre AMOR.

AMOR DAQUELES QUE JÁ NÃO HÁ

Não seja tola menina, vá!
CORRA, que ainda o apanha.
Porque me estranha?
Se o ama verdadeiramente…
Não esteja a CORAR!
Também eu tive a sua idade, também já soube o que é AMAR.
Essa tal RAMA que nos traz o sonho…
que no meu caso foi medonho e por ISSO deixei de amar.
Mas esqueça! Não a quero assustar! Tenha SISO, vá!
Desses amores já não veem por cá!
Vá… e nunca mais olhe para trás.


UM TAL DE ÊXODO

CENTENAS de vezes brinquei aqui!
Corria ao lado do rio e a sorte cuidava de mim.
A idade alongou-me as pernas e levou-me a descobrir a NASCENTE. Era lá que saltava à corda com o tempo e mais tarde, levava os ralhetes do avô, por chegar tarde para jantar.
Quando as borbulhas e o buço deram lugar à barba abriu-se uma PORTA para uma cidade cinzenta. Tive de OPTAR neste PARTO. Apartar-me deste sítio não foi fácil.

Nelson Mendes, 32, Santa Marta do Pinhal

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