11 setembro 2012

Saia rodada...


A saia rodada, vermelha, acetinada, rodopia catita
Nas flores manchadas jazem doces roubados às barrigudas tias,
Foge, veloz, quem a apanha?
No chão encharcado, ri-se, destemida.


A saia rodada, de negro tingida, chora inquieta
Nas flores molhadas, dos doces dados, resta o odor a queimado,     
Cresce, veloz, quem a trava?
Em colos estranhos, rende-se, perdida.

A saia rodada, branca, rendada, avança sozinha
Na igreja florida, sorrisos arrancados a cada conviva
Aproxima-se, veloz, ninguém a impede
Ama, vencida.

  
Lena Pacheco, Funchal

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