03 setembro 2012

Rama/amar

Por muito que olhasse para aquele bouquet, não conseguia ver nada mais que uma rama sem graça. Só havia uma razão para que todas as noivas insistissem em aparecer com um molho de brócolos: não sabiam o que fazer às mãos.
Donzília barafustava pelo ridículo daquele grupo de donzelas, de braços no ar, esgatanhando-se para agarrar as flores que voavam através da sala.
– Dizes isso porque não sabes o que é amar.
E com isto a calaram.

Quita Miguel

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