09 setembro 2012

À deriva


Acordara mal; todos os dias assim acontecia. Esta manhã pior. Queria a emergência de um novo humor. O do passado. Acreditara na vida; possuíra um projecto bem delineado para o futuro. Acontecimentos insondáveis alteraram-no. Perdeu-se! Encontra-se à deriva. Há tanto tempo! Pensa a morte constantemente. Ideias de suicídio povoam-lhe a mente.

Insuportável sofrimento. Sai de casa; em vez do caminho para o trabalho, segue o da praia. Entra no mar. Em si brota uma libertação há muito ansiada.  

Isabel Pinto

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