01 setembro 2012

Aroma/amora

No planeta dele tudo era intensamente colorido. Diferente. As árvores, as plantas, os animais, uma miríade de cores impossível. Dei por mim de nariz no ar, perseguindo um aroma conhecido que me recordou de tardes quentes de Verão. Foi então que as vi, negras e inchadas pelo calor. "Amoras!", gritei eu entusiasmada. Ele, porque já tinha aprendido, sorriu com a boca e os olhos. Colhi uma amora e comi-a. E contei-lhe tudo sobre os bichinhos da seda.

Alexandra Rafael

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