31 julho 2012

QUAL A MELHOR OPÇÃO? A Vera explica...

Actualmente ter 41 anos e ser mãe de um jovem de 14 é estar “off” do grupo de amigas.
Andam elas embrulhadas em fraldas enquanto trocam os dias pelas noites, e eu, imbuída de “bués”, “fixes” e “brutais” enquanto ouço os suspiros do primeiro amor pela casa.
Quem fez a melhor opção? Acho sempre que fui eu... Afinal de contas, sempre que não o achar, posso meter mãos à obra e fazer parte das duas opções. Certo?

Vera Viegas

30 julho 2012

Majoli e Mariana


A menina Mariana


Mariana era uma menina muito linda
Com seus 14 anos de idade
Aonde chegava era bem vinda
Junto à ela chegava a felicidade

Seus amigos adoravam
Aquele seu jeito carinhoso
Com ela todos conversavam
Que momento delicioso

Sua mãe vivia orgulhosa
De tudo isso saber
Ter uma filha tão maravilhosa
Só podia à Deus agradecer

Mesmo com seus 41 anos de vida
Muito com a filha aprendia
Quando se sentia aborrecida
Mariana, no teu colo, a acolhia

Majoli Oliveira, Brasil

dois continentes, duas histórias, a mesma realidade

Adoro quando isto acontece...!

Recebi a história da Chica, e tinha escrito a minha. Então não é que são sobre a escola, ambas?! Só que partimos em direcções tão opostas que acho graça juntá-las aqui. Dois continentes, duas histórias completamente diferentes, o mesmo cenário, ora vejam:


Ana dando aula para alunos com 14 anos.
 Explicava os acontecimentos dos anos oitenta.
 Tarefa de casa: perguntar aos pais o mais marcante daquela época.
 Dia seguinte, aparecem fotos, capas de discos de vinil, roupas usadas  pelas mães que gostaram da idéia em cooperar e a classe toda admirada, achando cafona.
 Nessa hora que Ana, a professora, de apenas 41 anos, sentiu-se velha pela primeira vez.
 Usara tudo aquilo que hoje, era considerado ultrapassado. Mas apenas sorriu...
Chica, Brasil
Publicado também aqui:
http://chicabrincadepoesia.blogspot.com.br/2012/07/mudam-os-tempos.html


No primeiro encontro, acharam graça à coincidência de terem idades inversas. Juntos, podiam ser uma capicua, brincaram. Era uma amizade bonita. Aqueles encontros começavam a ser tão importantes que mediam os dias em minutos de espera até ao próximo. As confidências cresciam, a aproximação também, a amizade evoluiu.
Quando António se viu em frente ao juiz, percebeu o que fizera. Estragara duas vidas, a sua e a da aluna Joana, que mudava de terra para o esquecer.
Margarida Fonseca Santos 

uma barata tonta...

Ainda o desafio nº 13, ora leiam:


Naquela manhã, sentiu uma estranha vontade de viajar! Josué nunca queria sair do quarto!
Donde vinha aquele desejo? Talvez por ter visto uma borboleta, um passarito no jardim; talvez... Não sabia!
Olhou para o calendário e reparou que as férias estavam perto e podia traçar  projectos.
De repente, pensou: Hoje é um dia especial, vou fazer um círculo vermelho na   data.
Ficou de boca aberta! Exclamou: que mais poderia esperar de uma 6ª feira 13? Era barata...!
Ana Santos

29 julho 2012

EXEMPLOS - desafio nº 14

Ana dando aula para alunos com 14 anos.
Explicava os acontecimentos dos anos oitenta.
Tarefa de casa: perguntar aos pais o mais marcante daquela época.
Dia seguinte, aparecem fotos, capas de discos de vinil, roupas usadas pelas mães que gostaram da ideia em cooperar e a classe toda admirada, achando cafona.
 Nessa hora que Ana, a professora, de apenas 41 anos, sentiu-se velha pela primeira vez.
 Usara tudo aquilo que hoje, era considerado ultrapassado. Mas apenas sorriu...
Chica, Brasil

A menina Mariana
Mariana era uma menina muito linda
Com seus 14 anos de idade
Aonde chegava era bem vinda
Junto à ela chegava a felicidade

Seus amigos adoravam
Aquele seu jeito carinhoso
Com ela todos conversavam
Que momento delicioso

Sua mãe vivia orgulhosa
De tudo isso saber
Ter uma filha tão maravilhosa
Só podia à Deus agradecer

Mesmo com seus 41 anos de vida
Muito com a filha aprendia
Quando se sentia aborrecida
Mariana, no teu colo, a acolhia
Majoli Oliveira

Aos 41, Júlia quis voltar no tempo. Habilidosa, construiu uma máquina e viajou até seus 14.
Fresca de juventude, entendeu o quanto a vida era leve, os dilemas da adolescência, ínfimos e as responsabilidades, nada, perto do que enfrentaria. Contemplou-a por alguns instantes, retornando serenamente para os seus 41.
Apesar da história pesada que teve na sequência, havia algo fundamental da qual Júlia não abria mão. Aos 14 ainda não conhecera o amor...isso fazia toda diferença.
Bia Hain

Actualmente ter 41 anos e ser mãe de um jovem de 14 é estar “off” do grupo de amigas.
Andam elas embrulhadas em fraldas enquanto trocam os dias pelas noites, e eu, imbuída de “bués”, “fixes” e “brutais” enquanto ouço os suspiros do primeiro amor pela casa.
Quem fez a melhor opção? Acho sempre que fui eu... Afinal de contas, sempre que não o achar, posso meter mãos à obra e fazer parte das duas opções. Certo?
Vera Viegas

O DESPORTO
A Matilde entrou em casa carregada com os presentes de aniversário do pai. Não quis a ajuda da mãe que insistia que ela não podia com tanto peso por só ter 14 anos, e levou-os até ao sofá onde o pai dormia. Agora que ele ia fazer 41 anos, e estava a ficar gordo, ela tinha tido uma ideia. As prendas incluíam equipamento, raquetes e bolas. Só faltava convencer o pai a jogar uma partida de ténis.
+
O CAVALO
Manel aproximou-se das cavalariças e olhou triste para o cavalo lusitano castanho. Astro estava velho e cansado e ele ia perdê-lo. Depois de ter sido o potro do seu avô, crescera e passara a ser o cavalo do seu pai. Ele prometera-lhe que seria seu dali a dois anos. Mas Manel tinha 14, e Astro estava com 41. Ultrapassara já a idade de vida e o fim estava a chegar. Manel sabia que iria recordá-lo para sempre.
Vanda Pinheiro

– A cozinha não fica do outro lado do mundo - respondeu-me a minha mãe com o ar crítico que os seus 41 anos lhe permitiam.
Pensei em revidar, mas desisti, evitando o boca-a-boca que se prolongaria pela tarde se uma de nós não cedesse. E eu sabia, pelos meus 14 anos de experiência, que ela não cederia.
Engoli em seco, levantei-me e arrastei-me, que nem perdida no meio do deserto, sedenta por um copo de água fresca.
Quita Miguel

Velha...?! A Ana Paula conta...
Nascemos no mesmo dia e, ontem, soprámos as mesmas duas velas. A minha filha soprou 14 anos; depois de trocadas as velas e novamente acesas, eu soprei 41.
Agora, sentada ao meu lado enquanto conduzo, ela suspira:
– Estou a ficar velha!
Deixei a mente vaguear e recuei ao verão dos meus 14 anos. Passeios de bicicleta, desfolhadas, risos; revivi, sobretudo, a libertação do país amordaçado que nos escondia o mundo.
Velha!... Com tanto para viver e descobrir!
Ana Paula Oliveira

Pertenciam ambos a mundos diferentes. E havia a diferença de idades: 14 e 41.
Conheceram-se na ilha Berlenga.
Caminhava ele na enseada deserta e ela provocou-o com uma chapada de água.
Um simples olhar deflagrou em amor súbito. Mas não podiam…
 Sou muito velho – disse ele. – Já tenho 14 anos.
 Eu ainda sou jovem – respondeu ela. – Tenho 41.
Ele ladrou e correu escarpa acima.
Ela bateu a grande barbatana e partiu mar adentro.
Carlos Alberto Silva

Parolices
O João, de 14 anos e o pai, de 41, brincavam como parolos à mesma parolice desmedida...
O que eles não sabiam, era que toda a gente sabia...
Mas uma vez, a mãe de João decidiu fazer-lhes uma surpresa:
– O que fazem – perguntou ela como se não soubesse.
Eles olharam um para o outro, e responderam:
– Não é óbvio?
– Como assim?
– Estamos a fazer aquilo que nos disseste para fazer: o que quiséssemos.
A mãe ficou entalada...
Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG

14 e 41...!!!
Olá, sou a Laura!
Tenho 14 anos e quando nasci, a minha mãe tinha 27. Era jovem!
Agora tem 41 anos.
Eu sou alta e airosa. Julgam-nos irmãs e é curioso, mas não invulgar, o nosso relacionamento ser muito cúmplice.
Sem deixar de ser "a mãe", o que nós rimos, por tudo e por nada!
Vamos ao cinema, fazemos compras, um lanche e, na época das aulas, também sei dar conta dos meus estudos e outros afazeres.
Arminda Montez, 75 anos, Queluz

Primeiro amor
Na inexperiência dos seus 14 anos, Claudina não percebia porque Telmo terminara o namoro. Não queria ir para casa, tinha os olhos inchados de tanto chorar. A sua amiga Joana tivera aulas e ela ficara só, entregue à sua dor.
A mãe não sabia de nada, não lhe queria contar, afinal era uma cota de 41 anos que não daria importância ao assunto. Mas o seu mundo ruíra!  E, cota ou não, a mãe sempre a apoiara.
Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

Pequeno almoço tomado à pressa, menos de meia hora por caminhos sabidos de cor e eis-me à porta da escola pronta para iniciar mais um ano lectivo.
Nervosa, mas numa esperança louca num bom relacionamento com a nova turma.
Mas, e se o António do sétimo B tivesse voltado?  Ele que me fez a vida negra o ano passado!?
Tenho 41 anos e não vou ter medo dum catraio mal educado de 14!
Ele que se cuide!
Milena Falcato, 81 anos, Estremoz, Academia Sénior, prof Zuzu Baleiro


Meto-me no carro e arranco rumo à escola. Piso o acelerador. Tenho pressa de chegar.
Entro na sala, pouso a mala, e lá estão bem ao fundo aqueles olhos castanhos
que fazem acelerar as batidas do meu coração.
Não sei como isto começou mas acredito que também eu lhe não sou indiferente.
Faço tudo para nunca ficarmos sozinhos. Tenho tanto medo!
Se alguém sabe disto!
Que espera uma mulher de 41 anos de um rapazinho de 14?
Milena Falcato, 810 anos, Estremoz, Academia Sénior, prof Zuzu Baleiro

Entre 1 e 4 
Sutis detalhes.
Entre 1 e 4
Aos 14 desabrochando
Flor cheia de frescor.
Corre vida em 4G
E logo tempo vai passando...

A beleza da mulher.
Vai como que surgindo
Sedução ganha vez
Segurança transborda
Aos vinte é bela tez
Transforma-se doce menina
Faz sensual sua forma

30: arrebatadora
40: charme e magia
Intenção de gesto olhar
Madura, sim, e daí? Encantadora!
Sabe o chão que quer pisar,
Viva então o seu tempo!
41 já pode chegar!
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Cada ano passado era uma conquista. Mafalda nascera com problemas. “Não tenha muitas esperanças, estas crianças têm uma esperança de vida muito curta”. Mafalda era agora uma adolescente quase a festejar 14 anos. Alegre, afrontava a vida com tanta alegria que ninguém suspeitava do veredicto que a acompanhava desde o nascimento.
– Mãe, vamos festejar os nossos aniversários espelhados?
– Verdade! E só desejo que também um dia faças 41 anos.
– Farei e tu verás!
– Assim seja, minha filha!
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Subia ladeira com o burrico, carregado de sacos de farinha.
A mãe esperava-o com a ceia pronta. Falava, enquanto o olhava
com desvelo.
– Meu amor, acabaste de fazer 14 anos. Já reparaste,
temos a mesma idade, com números ao contrário.
Sabes, não era este futuro que sonhei para ti, sempre achei que irias estudar 
para a cidade.
– Já te perguntaste se são esses os meus sonhos?
Achas que te abandonaria? Depois de Deus ter levado meu pai?
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Surpresa!
Alice olhou o bolo. Completava 14 anos e retorquiu que fazia 41 e era astronauta. A avó mandou-a ter juízo e que deixasse de estar na lua. Nesse preciso instante, na Estação Espacial Internacional, Oleg trocava a ordem das velas, faria 14 anos, mostrou brincando com Whitson.
Algo de insólito aconteceu nas ossarias – todo mundo estremeceu, e, sem entendimento: Alice viu-se dentro da nave ao lado da Whitson; Oleg apareceu sentado ao colo da avó da Alice.

Eurídice Rocha, 50 anos, Coimbra

desafio nº 14

Preparados para mais um desafio?
Venham daí...

Estava aqui a pensar numa coisa - 14 e 41 poderiam ser idades, certo?
Então a história de hoje terá de incluir estas duas idades, onde der jeito, claro.

Toca a contar a história onde entra alguém 
com 14 e alguém com 41 anos!!!


Eu fiz assim:
No primeiro encontro, acharam graça à coincidência de terem idades inversas. Juntos, podiam ser uma capicua, brincaram. Era uma amizade bonita. Aqueles encontros começavam a ser tão importantes que mediam os dias em minutos de espera até ao próximo. As confidências cresciam, a aproximação também, a amizade evoluiu.
Quando António se viu em frente ao juiz, percebeu o que fizera. Estragara duas vidas, a sua e a da aluna Joana, que mudava de terra para o esquecer.
Margarida Fonseca Santos 
Desafio nº 14história onde entram duas personagens de idades: 14 e 41

28 julho 2012

A Flor e a Borboleta

Uma borboleta, vestida de amarelo e violeta, voava no céu sem fim… - Voa voa borboleta, gritava uma pequena flor de jardim! Voa até aqui, dá-me um beijinho e fica sentada ao pé de mim! A borboleta lá lhe fez a vontade e as duas ficaram na amena cavaqueira a contar histórias do tempo da gata borralheira. E no final a borboleta perguntou: - Flor, gostas de mim? A flor respondeu: - Siiiim, seja de azul, branco ou cor de marfim…

Marilyn Lourenço
publicado aqui : http://pozinhosdeperlimpompum.blogspot.pt/2012/07/desafio-historias-em-77-palavras-aceita.html

26 julho 2012

Orgulho...

A querida Francisca Torres, a ilustradora das histórias em 77 palavras, acabou ontem o mestrado em Design Gráfico, Elisava Escola Disseny, Barcelona


Com que nota? 10 em 10. Estou mesmo contente por ela!!!
Parabéns, Francisca

Uma bola e uma neta...


Hoje achei uma bola, branca, semimíni, semínima, mas sem música, só pausa, no meio da estrada, alternando hexágonos e pentágonos, como as bolas grandes, não havia ninguém à vista, tive pena dela, deixei que o meu pé se entretivesse, fui chutando-a até casa. Perguntei-lhe se tinha gostado da viagem, ela disse que sim, para isso é que era redonda e nervosa. Guardei-a no telheiro, num vaso vazio. Amanhã vou buscá-la, ela gosta de mim. Acham bem assim?
 
(Esta história aconteceu assim no dia 24 de março de 2012, em que foi escrita e dedicada à neta Carolina)

José Cardoso Ferreira
(meu amigo desde os tempos do programa Bicho-de-Conta, na Antena 1, no Programa À Volta dos Dias... Que saudades!
Margarida)

24 julho 2012

ebook - Arrifana e as histórias em 77 palavras

A BE do Agrupamento de Escolas de Arrifana (Sta. Mª da Feira) acaba de publicar um ebook com histórias em 77 palavras.

Espreitem... e inspirem-se!

Obrigada, Ana Paula Oliveira!

23 julho 2012

A Vanda Pinheiro e o desafio nº 13!


O DIA CHUVOSO

O inverno traz destas coisas. Chuva e frio. Mas naquele dia parecia que o céu ia desabar sobre a terra. Algum motivo muito forte fazia as nuvens chorarem em pranto. Preferi não pensar nisso e dormir. Durante o sono saí da cidade e entrei numa floresta densa e escura. Mil criaturas horríveis davam-me as boas vindas. Despertei sobressaltada, e liguei a televisão, mas um choque elétrico estourou-a. Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata…!

O DIA DE AZARES

Eram 8h22m quando liguei o carro e não respondeu. Estava atrasada e o autocarro fugia da paragem. Tentei um táxi, mas um grupo de miúdos a correr pela rua abaixo, impediram-me de entrar na viatura e outra pessoa a roubou. Pensei ir a pé, quando o tacão prendeu-se na calçada. O dia estava perdido e só queria descansar, mas ao rodar a chave na fechadura, esta bloqueou. Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata…!

O DIA DO ANIVERSÁRIO

A Maria estava radiante. O dia 13 chegara e estava desejosa para comemorar o aniversário. Era sexta-feira, o mesmo dia em que tinha nascido e fazia 13 anos. Para não contrariar o número, só tinha convidado 13 pessoas. Ansiava que aparecessem, com presentes ou não, o importante era a festa, apesar de humilde. Eram 16h04m. Estavam 4m atrasados, não havia azar. Mas às 20h13m a tristeza abateu-a. Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata…!

Vanda Pinheiro / Maria Jorge

Eduardo Freitas e rotinas...


Rotina
Um tiro fez-me levantar da cama. Deviam ser os vândalos. Preparei-me para mais um dia de escola.
     A neblina matinal circundava os montes. Na paragem de autocarro, decidi esperar afastado, onde uns adolescentes mais velhos ressacavam da noite anterior.
     Sentei-me no muro da “mansão assombrada”. Rumores? Talvez. Já aconteceu lá tanta coisa.
     O autocarro não apareceu e a estação fechada. Então fui para casa.
     Troquei de roupa e preparei-me agora para mais um dia de trabalho duro.
Eduardo Freitas

22 julho 2012

Leopoldina descobre as 77 palavras!

É verdade...
A Leopoldina Simões descobriu esta magia das 77 palavras e... parece ter gostado a sério!
Ora leiam:


Desafio 11
– Mas porquê, porquê só setenta e sete palavras num texto? Porque não
oitenta e sete ou sessenta e sete? Ainda estou para perceber a lógica.
– Isto são coisas minhas, pura diversão, um dia explico melhor a opção…
– Mas não estou para aí virada. Quero escrever um texto com cinquenta e
três. Agrada-me mais este número. Posso?
– Lamento… Não, regras são regras.
– Amanhã talvez consiga escrever um texto de setenta e sete palavras.
Partiram, então, em direcções opostas.
+
– Volto a dizer-te, a vida pode ser tão mais simples, Manuel…
– Sim, Maria tens razão, mas dá muito trabalho torná-la simples.
– Mas aí é que está o desafio: conseguirmos desbravar, juntos, em
uníssono, com entusiasmo, coragem e, às vezes, uma dose de loucura as
barreiras e as pontes do caminho.
– A dois é mais difícil, parece-me. Custa-me encontrar o equilíbrio do
consenso. Não consigo.
– Seguirei sozinha, Manuel, até encontrar quem me entenda.
Partiram, então, em direcções opostas.


Desafio 12
O rato Rui ri tanto quanto um rato pode rir em tempos como os que vivemos.
É um rato vivaço, curioso e mordaz.
É diferente por ser um rato com sentido de humor que não é habitual
nos ratos cinzentos.
Não é por se ser um rato de sacristia que se tem de ser cinzentão!
"Oh, Rui, os ratos não riem! Tolo! Vaidoso!"
O rato Rui ri-se dessas observações, que cómicas que elas são!
Ah! Ah! Ah!

Leopoldina Simões

21 julho 2012

Bia Hain, escreveu assim...


O porão e o baú

Juca e Pedrinho estavam brincando no quintal, quando resolveram explorar o porão de casa. Não sabiam se as risadinhas eram provenientes da travessura...ou do medo. Adentraram o local escuro, com cheiro de umidade e mistério no ar. Com os olhos acostumados à escuridão, vasculharam caixas à procura de algo interessante. Foi então que um barulho dentro do baú tomou os dois de sobressalto. Espiram temerosos e...
Que mais poderiam esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!
Bia Hain, Brasil

o desafio nº13, o coração e a Rosa Moreira


Dormência primaveril
Dormente, naquele sono primaveril e lascivo, ouvi aquele som seco e abafado. Entre o sonho e os primeiros raios do dia, não discerni e misturei sensações. Seriam as memórias doces da infância, da chegada do pai a casa com a oferta para a filha casula? O bater do coração aos 17 anos, amor que nunca esqueci e que hoje faz-me ficar assim, perdida, mulher, no amanhecer? Que mais poderia esperar de uma sexta – feira 13? Era barata…!
Rosa Maria Moreira – Mealhada


Marco Carreira e o desafio 13


Atravessa-lhe um gato preto pelo caminho! Evita-o! Passa por baixo de um escadote, fazendo tombar uma lata de tinta! Ao desviar-se dá-se conta do seu reflexo num espelho! Afasta-se para ver melhor e escorrega na ponta do passeio. Devagar vê os ovos que trazia a voarem! Antes de levar com eles na testa, lembra-se da sola que perdeu de um dos sapatos! E sorri.
Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!
Marco Carreira

Ana Paula Oliveira, mais um conto!


O facto de ser francesa e a provocação do nome “Jalousie” derreteu-lhe os sentidos. E em promoção, melhor ainda!
Sentou-se numa pequena mesa redonda da esplanada e despiu-a, primeiro com o olhar guloso, depois com os lábios, língua e dentes salivados de prazer. Não demorou muito a devorá-la, tal o desejo que o seu aspeto lhe provocou.
Horas depois desmaiou. Acordou no hospital com uma impertinente salmonela.
Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata…!
Ana Paula Oliveira



Ana Santos - histórias em 77


O golfinho Jeremias
O golfinho Jeremias era muito brincalhão! Com seu bico arredondado fazia cócegas na barriga do golfinho Julião.
Era uma brincadeira pegada!
Mas, o que estes amigos golfinhos mais gostavam era de pousarem para a fotografia. A Mariana aproveitava logo para enriquecer o seu álbum com estes golfinhos tão fotogénicos!
Um dia, o golfinho Jeremias, o nosso brincalhão, deu um salto para o barco e uma cócega fez na barriga da Mariana. Queria ele dizer:
- Obrigado! Beijinhos!
+

As ondas
A Joana saltava ao pé coxinho brincando com as ondas que chegavam à praia.
Numa onda apareceu um golfinho que ria tão alto das cantorias da Joana: “onda vai, onda vem, mas o meu pé não apanhas...” que assustou a nossa amiga! Mas ela não se atrapalhou: deu um salto para trás, subiu para uma onda, qual prancha de surf e lá foi ela voando por cima de todas as ondas que encontrava! Ter-se-á transformado em golfinho?


Ana Santos

20 julho 2012

Bau Pires

Era barata. Peguei nela e nunca mais a larguei. Vi que todos me olhavam de uma forma estranha. Quem se atrevia a semelhante coisa, especialmente naquele dia? Não liguei e continuei a minha caminhada, confiante.
Cheguei à caixa e paguei.
Só quando entrei em casa e aquela a quem já tinha batizado de Bárbara (uma gata negra como o breu) saltou para a prateleira dos cristais, entendi.
Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata…!

Bau Pires, 49, Porto

O Carlos escreveu assim

Como não era supersticioso, aproveitou a promoção da Pensão Gato
Preto. Só que as coisas não correram bem. Depois do nevoeiro lhe ter
estragado o dia de praia, foi para o quarto. A cama rangia como cem
demónios arrenegados. A luz do candeeiro piscava de forma
sobrenatural. Inoperacional, a TV exibia apenas uma estranha «chuva
miudinha». Resignou-se. Desligou tudo, deitou-se no tapete e dormiu
como um anjo.
Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!

Carlos Alberto Silva, Leiria.

19 julho 2012

desafio nº 13

Preparados?
Vamos a isto.

Vai ser simples... ou talvez não.
A ideia é escrever um pequeno texto que acabe assim:

Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!

Contem-me... Eu escrevi assim:

Sempre ouvira dizer muita coisa acerca das sextas-feiras 13, nunca ligara a isso. Gostava de fazer a sua vida independente de boatos e palermices, sempre se dera bem com essa indiferença.
Contudo, ao ver-se naquele aprumo, desconfiou. Então não fora encurralada entre a vassoura e o canto da cozinha por mãos que denunciavam um ódio de morte?!
Se fosse borboleta, ou bicho-de-conta… Pois, mas sendo como era, que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!

Margarida Fonseca Santos 
Desafio nº 13 – Frase para terminar: Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata!
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EXEMPLOS - desafio nº 13

Como não era supersticioso, aproveitou a promoção da Pensão Gato Preto. Só que as coisas não correram bem. Depois do nevoeiro lhe ter estragado o dia de praia, foi para o quarto. A cama rangia como cem demónios arrenegados. A luz do candeeiro piscava de forma sobrenatural. Inoperacional, a TV exibia apenas uma estranha «chuva miudinha». Resignou-se. Desligou tudo, deitou-se no tapete e dormiu como um anjo.
Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!
Carlos Alberto Silva, Leiria.

Todos teimavam em crer que tudo sairia errado. Era sexta, 13.
Betina, dizia a todos que gostava dessa data, que se sentia bruxa e era um dia especial...Farei uma comida especial!
- Querem vir ao happy hour? Todos se olharam.
- Vamos hoje nos aproveitar dessa bruxa!!
Aceitaram e ela, como bruxa, sabia o motivo...
Ficaram indignados com já com o prato da entrada, correram todos, mas
que mais poderiam esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!

Era barata. Peguei nela e nunca mais a larguei. Vi que todos me olhavam de uma forma estranha. Quem se atrevia a semelhante coisa, especialmente naquele dia? Não liguei e continuei a minha caminhada, confiante.
Cheguei à caixa e paguei.
Só quando entrei em casa e aquela a quem já tinha batizado de Bárbara (uma gata negra como o breu) saltou para a prateleira dos cristais, entendi.
 
Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata…!
Bau Pires

O facto de ser francesa e a provocação do nome “Jalousie” derreteu-lhe os sentidos. E em promoção, melhor ainda!
Sentou-se numa pequena mesa redonda da esplanada e despiu-a, primeiro com o olhar guloso, depois com os lábios, língua e dentes salivados de prazer. Não demorou muito a devorá-la, tal o desejo que o seu aspeto lhe provocou.
Horas depois desmaiou. Acordou no hospital com uma impertinente salmonela.
Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata…!
Ana Paula Oliveira

Dormência primaveril
Dormente, naquele sono primaveril e lascivo, ouvi aquele som seco e abafado. Entre o sonho e os primeiros raios do dia, não discerni e misturei sensações. Seriam as memórias doces da infância, da chegada do pai a casa com a oferta para a filha casula? O bater do coração aos 17 anos, amor que nunca esqueci e que hoje faz-me ficar assim, perdida, mulher, no amanhecer? Que mais poderia esperar de uma sexta – feira 13? Era barata…!
Rosa Maria Moreira – Mealhada

Atravessa-lhe um gato preto pelo caminho! Evita-o! Passa por baixo de um escadote, fazendo tombar uma lata de tinta! Ao desviar-se dá-se conta do seu reflexo num espelho! Afasta-se para ver melhor e escorrega na ponta do passeio. Devagar vê os ovos que trazia a voarem! Antes de levar com eles na testa, lembra-se da sola que perdeu de um dos sapatos! E sorri.
Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!
Marco Carreira

O porão e o baú
Juca e Pedrinho estavam brincando no quintal, quando resolveram explorar o porão de casa. Não sabiam se as risadinhas eram provenientes da travessura...ou do medo. Adentraram o local escuro, com cheiro de umidade e mistério no ar. Com os olhos acostumados à escuridão, vasculharam caixas à procura de algo interessante. Foi então que um barulho dentro do baú tomou os dois de sobressalto. Espiram temerosos e...
Que mais poderiam esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!
Bia Hain, Brasil

Enviando para o fundo perdido do meu consciente o aviso maternal de «o barato sai caro», montei na bicicleta e fiz-me à estrada. Deleitando-me com o vento que me espalhava os cabelos, pedalava orgulhosa dos cromados a que afincadamente tinha dado brilho.
Foi quando necessitei travar que tudo se complicou. O calce saltou, o travão não travou e a areia acolhei-me sem grande gentileza, ferindo-me o orgulho.
Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!
Quita Miguel

O DIA CHUVOSO
O inverno traz destas coisas. Chuva e frio. Mas naquele dia parecia que o céu ia desabar sobre a terra. Algum motivo muito forte fazia as nuvens chorarem em pranto. Preferi não pensar nisso e dormir. Durante o sono saí da cidade e entrei numa floresta densa e escura. Mil criaturas horríveis davam-me as boas vindas. Despertei sobressaltada, e liguei a televisão, mas um choque elétrico estourou-a. Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata…!
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O DIA DE AZARES
Eram 8h22m quando liguei o carro e não respondeu. Estava atrasada e o autocarro fugia da paragem. Tentei um táxi, mas um grupo de miúdos a correr pela rua abaixo, impediram-me de entrar na viatura e outra pessoa a roubou. Pensei ir a pé, quando o tacão prendeu-se na calçada. O dia estava perdido e só queria descansar, mas ao rodar a chave na fechadura, esta bloqueou. Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata…!
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O DIA DO ANIVERSÁRIO
A Maria estava radiante. O dia 13 chegara e estava desejosa para comemorar o aniversário. Era sexta-feira, o mesmo dia em que tinha nascido e fazia 13 anos. Para não contrariar o número, só tinha convidado 13 pessoas. Ansiava que aparecessem, com presentes ou não, o importante era a festa, apesar de humilde. Eram 16h04m. Estavam 4m atrasados, não havia azar. Mas às 20h13m a tristeza abateu-a. Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata…!
Vanda Pinheiro

Naquela manhã, sentiu uma estranha vontade de viajar! Josué nunca queria sair do quarto!
Donde vinha aquele desejo? Talvez por ter visto uma borboleta, um passarito no jardim; talvez... Não sabia!
Olhou para o calendário e reparou que as férias estavam perto e podia traçar projectos.
De repente, pensou: Hoje é um dia especial, vou fazer um círculo vermelho na data.
Ficou de boca aberta! Exclamou: que mais poderia esperar de uma 6ª feira 13? Era barata...!
Ana Santos

Azar de Sexta-feira 13... (Não acham?)
Era sexta-feira 13.
Como óbvio, eu estava pronta a submeter-me às circunstâncias azaradas, que estariam para vir...
Andava eu, isolada de tudo o resto, quando olhei para a montra de uma loja, que dizia:
"Não perca! Televisor de 1000 por 800 polegadas, com todas as funcionalidades a apenas 30 euros!"
Não perdi tempo e comprei-a...
Já em casa, decidi experimentá-la...
Mas afinal era só madeira...
Pois bem...
Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...
Rickyoescritor,11 anos, Pedroso, VNG

Que azar!
Não dá ouvidos a superstições!
Vê um gato preto e, a reacção é igual, para todos os gatos. São felinos,
com os quais não simpatiza.
Às escadas, ou penas caídas, nem as vê!
Porém, acordou numa sexta-feira 13, sem vontade de sair da cama!
Excepção à regra...
Não podia adiar... Tinha reunião...
Ao sentar-se para o pequeno almoço, a cadeira partiu-se!
Caiu... Magoou-se...
Agora passava a acreditar!
Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13?
Era barata...!
Arminda Montez, 75 anos, Queluz

Azares
Que mais poderia acontecer? A casa ficara destruída e ainda por cima tudo o que estava lá dentro também. Portanto, implicava mudar-se e adquirir coisas novas. Não bastava tudo isto! Até seu marido ficara ferido na confusão. Ela própria por pouco não fora apanhada! Tudo parecia correr mal. A família também fora desalojada e não eram bem recebidos em lugar algum, por incrível que parecesse! Mas também que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata!
Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

Aquele dia não podia ter sido pior para a Senhora Barata! Fora espezinhada, expulsa, esmagada pelo menos umas quatro vezes e ainda vaporizada! Uff! Que dia! Tudo porque tentou arranjar boleia! Pobre barata, fosse quem fosse que a visse começava logo a gritar: “FORA DAQUI! QUE NOJO!” Não percebia o porquê de tanto ódio face à sua espécie. Mas bem, aquele era, definitivamente, um dia para esquecer. Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!
Liliana Macedo,16 anos, Ovar 

Chá inusitado
Dona era seu nome no mundo místico. Cabelos fartos, esguia, o que mais a assemelhava as bruxas era o olhar, misterioso, indagador, invasivo, profundo, às vezes distante. Naquele dia, preparou o famoso caldeirão, várias especiarias para os normais, intrigantes, mas apropriados ao momento. As amigas chegaram e logo serviu a entrada, chá detox (de corpo e alma)! Após o primeiro gole (delicioso), um grito estridente ecoou!
Também que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Foi numa sexta-feira 13... nunca fui de ligar a superstições.
Saí para almoçar com uma amiga numa esplanada à beira-mar.
Ela muito ligada ao tema, ia desfiando um rosário de azares  
nesses dias... eu encolhidinha de riso.
Pronta a deliciar-me com um robalo grelhado... olho para
o prato...  O que que vejo? Logo eu... que nem acreditava nesses dias...
Havia ali algo, que não pertencia ao menu... 
que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13. Era BARATA...!
Maria Cabral - Azeitão 

Estava pronta para aquele evento. Era vital que corresse bem. Dali poderia depender o seu futuro. Era a oportunidade única de colaborar com aquele iminente cientista. Sem tempo para compras, pediu a mala emprestada à sua amiga Lídia. Era muito bonita, apesar de ter sido comprada na feira. Não contou com aquela chuva torrencial. A umbrella voou e os táxis pareciam ter evaporado. Molhada, a carteira desfez-se. Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada


Tivera de fugir
Escorregara por um tubo escuro, estreito, cheio de humidade, lama e com um cheiro bem fedorento. Daqueles a ficarem entranhados por vários dias. Já no exterior, tivera de fugir, mais do que a sete pés – não os tinha! Seria óptimo ser centopeia nessas situações! – à frente de uma vassoura. Quase fora pisada, sem piedade. Por pouco ficara presa numa enormíssima teia de aranha preta e feia. Que mais poderia esperar de uma sexta feira 13? Era barata!
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 52 anos, Coimbra

Um gato negro como breu,
fez amizade com uma ratinha simpática
e aventureira.
Convenceu o gato a fazerem uma viagem,
por mares nunca navegados.
A meio deu-lhes a fome,
a ratinha mais esperta, começou 
a roer o barco, e, por causa disso, naufragou.
Nadaram até uma ilha deserta.
O gato não aguentou mais e disse:
– Vou comer-te.
– Está bem, vou só lavar-me.
Ficou a vê-la afastar-se nadando.
QUE MAIS PODERIA ESPERAR DE UMA SEXTA-FEIRA 13?
ERA BARATA...!
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Monte alegre 
Treze baratas foram sexta-feira, dia treze “curtir” dia das bruxas para Montalegre. Saíram voando nas suas treze vassouras. Alugaram treze canos do castelo para dormirem em treze húmidas camas. Poisaram suas treze malas, vestiram-se Bruxas, com pelos na venta, claro! À noite confundiram-se com habitantes do povoado numa folia digna de assombrar. Dançaram… beberam a tradicional queimada benzida pelo padre António Fontes. Uma delas bebeu até cair. Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!
Eurídice Rocha, 50 anos, Coimbra

Hoje, se pudesse, ficaria em casa. É sexta-feira 13, sou supersticiosa, mas tenho de comprar algo elegante para usar no casamento da Joana, pois sou a sua madrinha.
Ela tem de sentir orgulho da melhor amiga!
Depois de procurar em imensas lojas, encontrei uma blusa e saia muito bonitas e não foram nada caras... tive sorte!
Na igreja, a saia prendeu-se na porta e desfez-se completamente. Que vergonha!
Que poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata!

Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto