30 abril 2012

EXEMPLOS desafio nº 2

Desafio nº 2 – “Sempre quis ser uma história”, palavras obrigatórias por ordem inversa

Aquela história trouxera-nos uma esperança, atenuando, por momentos, a mágoa dilacerante que invariavelmente sentíamos. Não despertara, contudo, em Lourenço, qualquer efeito. Alheado do resto, o seu olhar continuava a ser inquiridor. Perscrutava-nos… mas nada! O fogo que deflagrara naquele dia fatídico calcinara-lhe também a memória. O passado extinguira-se e era agora um vazio sem fundo.
Matilde quis distraí-lo, como sempre tentava fazer connosco, mas foi interrompida por alguém que desconhecíamos. Subitamente, a voz de Lourenço ecoou: – Sónia?
São Almeirim, 49 anos, Montijo

História Ideia de Carvão era seu nome. Era Ideia por parte da mãe e carvão por parte do pai. Não era grande nem pequena, era apenas uma narrativa.
Ser um grande conto era o seu sonho. Ser lida por pequenos e graúdos era o seu maior desejo. Mas estava abandonada numa prateleira no meio de tantas outras…
Quis ser muita coisa... Agora quero apenas ser lida.
Umas mãos pequenas pegaram-lhe. Foi lida, relida e feliz para sempre!
Sandra Lopes

27 abril 2012

O desafio nº 2 - primeiras histórias


Já chegaram estas histórias! Vou deixá-las misturadas, entre graúdos e miúdos - vale a pena!!!


Aquela história trouxera-nos uma esperança, atenuando, por momentos, a mágoa dilacerante que invariavelmente sentíamos. Não despertara, contudo, em Lourenço, qualquer efeito. Alheado do resto, o seu olhar continuava a ser inquiridor. Perscrutava-nos… mas nada! O fogo que deflagrara naquele dia fatídico calcinara-lhe também a memória. O passado extinguira-se e era agora um vazio sem fundo.
Matilde quis distraí-lo, como sempre tentava fazer connosco, mas foi interrompida por alguém que desconhecíamos. Subitamente, a voz de Lourenço ecoou: – Sónia?
São Almeirim, 49 anos, Montijo

História Ideia de Carvão era seu nome. Era Ideia por parte da mãe e carvão por parte do pai. Não era grande nem pequena, era apenas uma narrativa.
Ser um grande conto era o seu sonho. Ser lida por pequenos e graúdos era o seu maior desejo. Mas estava abandonada numa prateleira no meio de tantas outras…
Quis ser muita coisa... Agora quero apenas ser lida.
Umas mãos pequenas pegaram-lhe. Foi lida, relida e feliz para sempre!
Sandra Lopes

Passado um ano ainda me corto com as memórias. Diariamente, preciso de sangrar para controlar a dor, para ser eu a provocar a dor, para poder cortar pouco, para poder cortar muito. 
A história de amor acabou mal. Uma mulher derrotada, um homem que não o queria ser, uma aventura onde nunca ninguém quis nada mas tudo aconteceu. 
Passou um ano e eu volto, todos os dias, àqueles dias, àquela felicidade que tanto quis que durasse sempre
Margarida Castanheira

Vou contar-te aquela História, a verdadeira!
Era uma vez um ser mágico muito feliz, que quis viajar pelo mundo para espalhar a sua felicidade por todo o lado.
Ele tem uma forma secreta de o fazer, sem nunca ninguém o ver. Mas às vezes não é tarefa fácil… algumas pessoas estão tão tristes que não deixavam a felicidade entrar nelas.
E sabes por onde entra a felicidade?
Pelo nosso sorriso! Por isso não te esqueças: Sorri sempre!
Marta Almeida

Hoje vou contar-vos uma história Fantástica, espero que gostem, senão gostarem também não faz mal, bem vou parar de falar e começar com isto.
Era uma vez uma rapariga chamada Maria, que tinha um irmão chamado Miguel que andavam sempre contentes. A Maria sonhava ser médica e o irmão, nada parecido com ela e que não ligava muito à escola sempre quis ser jogador profissional. Um dia conseguiram realizar o seu sonho e viveram felizes para sempre.
Miguel Silva, 11anos, Cano

Entro no metro e olho em volta. Estou rodeada por pessoas que sonham, sofrem, amam, vivem e sobrevivem. São rostos com história. Uma história contada com lágrimas e sorrisos, com gargalhadas e soluços, esperanças e desilusões na busca incessante do ser.
Quis a vida que nem tudo nos seja dado, mas que tenhamos sempre a força da busca, a perseverança no caminho que não nos leva onde queremos, mas onde precisamos ir.
Quita Miguel, 52 anos, Cascais

– Lê a história, só mais uma vez, pode ser? – suplica Bia.
Quis ter uma filha leitora mas, assim, é de mais! – resmunga a mãe, tonta de sono, pálpebras a fecharem o dia de trabalho, sempre que a filha lhe pede o mesmo.
– Chega por hoje! Dorme e sonha com os anjos.
A mãe sai, Bia volta a pegar no livro. Ainda não sabe ler. Mas é o livro que ela quer que lhe leiam, noites a fio.
Ana Paula Oliveira, S. João da Madeira, 51 anos

Escola de Arrifana - as histórias


Aqui ficam as histórias que surgiram na Arrifana, Santa Maria da Feira! Não são do desafio da semana, mas estão tão interessantes e comoventes. Ora leiam...

Coitada da triste aranha que vive no jardim, um lugar tão lindo, e ninguém gosta dela!
É feia e peluda e, só por isso, todos lhe querem mal e a repudiam.
Dizem-me que ela sobe por nós acima e isso dá-nos nojo. E quê?
Se sobe por nós acima, nós fazemo-la descer, como um escorrega.
Até me podem dizer que ela é peluda e isso é estranho. E quê?
Tu também és estranho e andas por aí.
+
Cheguei. Nem um passarinho se ouvia. A avó dormia, como sempre.
Fui para a cozinha fazer o jantar.
Sempre que eu fazia o jantar, a avó ficava muito contente.
-Mas será que ela não acorda?!
Fui espreitar sorrateiramente. Ela, calma, ainda dormia.
-Acorda, avó! Está na hora de jantarmos. Fiz a tua comida favorita! Na cozinha, voa um cheirinho delicioso!
Abanei-a e nada.
A partir daquele dia, teria de fazer as minhas refeições, todos os dias, sozinha!!!
+
Nunca pensei ter de dizer isto mas, agora, estou a tornar-me muito egoísta com tanta coisa que quero.
Quero brincar como nunca imaginei brincar.
Quero continuar a vestir as minhas bonecas.
Quero sonhar, como o Zezé, e cavalgar num pé de laranja-lima.
Quero fantasiar.
Quero, sobretudo, nunca ser adulta, nunca ficar cheia da responsabilidade que me vai fazer pensar e enfrentar a dura realidade.
Eu quero muita coisa, mas, o principal, é nunca deixar de ser criança.
da Patrícia Dias, 7ºD, Escola Básica de Arrifana

A rapariga apaixonada pelos livros começou a descobrir neles a sabedoria e a arte da vida; descobriu, igualmente, a sua vocação para outras artes. Música. Sim, a música é uma arte muito especial.
O violoncelo, por exemplo, é um instrumento musical que encanta e sensibiliza milhares de pessoas.
Tem as costas largas e o seu rosto tem uns “f” por onde sai o som livre, solto, imponente, que faz arrancar dos ouvintes gargalhadas sonoras ou quentes lágrimas.
Bárbara Alice, 7ºD, Escola Básica de Arrifana


25 abril 2012

Desafio da semana nº 2

Depois da brincadeira que foi o desafio anterior, deixo aqui um novo. Preparados?

Sempre quis ser uma história!

Usando esta frase de trás para a frente, ou seja, com as palavras espalhadas pelo texto mas ao contrário, o que sairá?
Já sabe: o seu texto de 77 palavras terá estas, à distância que quiser umas das outras, pela ordem inversa, o que dá:

.....HISTÓRIA .... UMA .... SER ..... QUIS .... SEMPRE .....

Toca a escrever!!!
Era uma história triste, a sua. Não tinha início nem fim, apenas uma sucessão de acontecimentos que não lhe permitiam ser um conto, nem mesmo uma novela, não era nada. Chamavam-lhe esboço muitas vezes, mas nunca se importou com isso. Mesmo quando quis, levada por ideias alheias, ser uma crónica, sempre soube que era impossível. Dizem que casou com um conflito fora de prazo, e que hoje habitam juntos um livro de memórias. Será verdade? Possível?! Talvez…
Margarida Fonseca Santos

Desafio nº 2 – “Sempre quis ser uma história”, palavras obrigatórias por ordem inversa

S. Pedro do Sul - desafio nº 1


 Era uma vez um menino e uma menina. Brincavam no jardim, com um sorriso inconfundível.
O jardim era grande, tinha muitas flores e muitas árvores. Só era pena que fosse tão pequeno!...
Fogo! Por que é que estamos a brincar num jardim tão pequeno, se temos o jardim da tia que é grande? – perguntou a Carolina.
Lá foram, então, brincar para o jardim da tia.
O seu sorriso, agora, não se podia gravar. Estavam mesmo muito contentes!,,,

Ana Margarida Paiva, 6.º C, n.º 1, 11 anos, ESPS – Escola Básica N.º 2 de S. Pedro do Sul – Prof. José Soares

24 abril 2012

Os Reguilas e a verdade

Aproveitando o desafio proposto, os Reguilas da Mata (4ºano) falam de uma história real que se passou na sua escola. É por isto que a escrita é tão importante... Bravo, Reguilas!


Chega à escola com um sorriso de orelha a orelha.
Corre para o corredor que o conduz à sala de aula e de repente ouve:
- Deficiente! Vai para a CERCI, que é lá o teu lugar!
O rapaz fica assustado.
Tenta avançar, mas um grupo corre para junto dele e grita as mesmas palavras com ódio no coração.
Aterrorizado procura ajuda.
- Fogo! Tenho pena destas criaturas! – proferiu a Sofia num tom magoado.
                                                                    Trabalho coletivo

23 abril 2012

EXEMPLOS desafio nº 1

Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

Que pena por um sorriso em fogo, pensa. No entanto, é com sorriso que ele vê uma pena em fogo. Mas fogo, para um sorriso de pena, recorda com tristeza. Foi neste devaneio inicial que se propôs efectuar a viagem da sua vida. Viagem essa, tantas vezes adiada mas com os 77 superados, não mais irá parar. Assim esperamos. Foi assim que desafiou o desafio. Com uma gargalhada sem piedade nem chama. Foi assim que tudo começou.
Pedro Nunes, 44 anos Lisboa

Um enorme sorriso pairava na sua boca enquanto espreitava por entre as cortinas. Será que hoje ela ia aparecer à janela? Esperava ansiosamente, horas, por vezes… só para a ver espreguiçar-se ao sol!
Quando a via, sentia um fogo dentro de si. Uma alegria enorme e só lhe apetecia saltar pela janela para se aninhar junto a ela! Esperava... e seu coração palpitava…
– Gatolas… outra vez à  janela! – disse-lhe  a dona.
– Miau! (que pena… hoje não apareceu)…
Sandra Lopes

Um menino conheceu uma menina e convidou-a para jogar à bola.
Um chuto e ela balança pelo quintal do vizinho! Atropela uma galinha que quase voa.
Riram. O vizinho protestou. Riram mais e ficaram amigos.
Passaram a brincar todas as tardes, até as mães os chamarem.
Cresceram juntos até cada um seguir o seu caminho.
Mais tarde reencontraram-se. Já crescidos. Ele convidou-a para jogar à bola. Não havia galinha para quase voar… mesmo assim, riram os dois.
Marta Almeida, 34 anos, Lisboa

21 abril 2012

Desafio da semana! - nº1

É verdade!
Começámos a desafiar os nossos queridos colaboradores e construtores de histórias em 77 palavras para algo diferente e a resposta foi impressionante! Em apenas 3 dias, temos dois posts cheios de histórias de jovens e de adultos!!! Vejam como escreveram...

O que é o desafio?
Então é assim - vou deixar aqui abaixo três palavras obrigatórias, que terão de ser usadas na história (assim, só vos faltam 74...!). Digam lá o que aparece!!!

fogo                           pena                    sorriso


A última coisa que queria era que estivessem ali. Estava cansada de olhares que disfarçavam mal o incómodo de a verem assim. Também se cansara das frases feitas, que eram atiradas na sua direcção: Tens de ter força! Faz lá um sorriso…!
Fogo! Saberiam por acaso o que se passava dentro de si? Farta de tudo, queria que um ponto final calasse as vozes e afastasse os olhares. Soltou-se. Passou a ser uma pena, abraçada ao vento.
Margarida Fonseca Santos

Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

desafio nº 1 abril 2012 miúdos I

O meu coração ardia como o fogo. Sentia revolta, tristeza e, sobretudo, saudade. Tinha perdido alguém muito importante.
Estava a chover, intensamente. Encontrava-me num beco, sentada num velho degrau. Ouvi passos! Fosse quem fosse estava perto. Era uma mulher que, talvez por pena, se tivesse aproximado. Pousou a mão sobre a minha perna, que tremia como uma vara, e disse:
- Não chores! Levanta-te e limpa essas lágrimas, pequena!
Fiquei boquiaberta e, como agradecimento, mostrei um magnífico sorriso.
 Margarida João, 13anos, Escola Secundária Jorge Peixinho, Montijo.


Quando era pequenina, o meu avô deu-me um presente muito especial e inesquecível: uma pena, bastante diferente! Era vermelha como o fogo e lindíssima. Pediu-me que a estimasse, pois ela escondia um segredo e, um dia, partiria. Assim o fiz. Guardava-a cuidadosamente no meu casaco e brincava com ela, tentando descobrir o seu segredo.
Uma manhã, acordei e… lá estava ela a voar, pronta para partir!
Com um sorriso na cara, exclamei deslumbrada:
- Ah! És mesmo mágica!!!!
 Ana Agostinho, 12 anos, Escola Secundária Jorge Peixinho, Montijo

Capitão Jota, forte e robusto homem, mais uma vez, partia da sua cidade com um sorriso no rosto. Dirigia-se para uma aventura que lhe podia custar a vida, mas ele, com a sua famosa pena da sorte, que pousava no chapéu, erguia o peito de coragem.
Já no mar, os seus olhos iluminaram-se como o fogo. Avistara algo que jamais algum homem teria visto... Houve uma agitação total no mar, surgiram caudas radiosas, resplandecentes e douradas... Sereias!
Leonor Ramiro, 13 anos. Escola Secundária Jorge Peixinho Montijo


Estava um dia chuvoso, na opinião da Fénix do Fogo um dos piores do ano! Não se via um único sorriso no seu lindo bico. No entanto, isto não era o pior. Pouco tempo depois, a água começou a infiltrar-se na sua gruta!
Ela como habitualmente, tirou uma pena da sua cauda, atirando-a para os galhos que guardara de forma que a água se evaporasse. Nesse instante, a gruta parecia uma sauna e relaxadíssima, deixou-se adormecer profundamente.
Catarina Bilro, 12 anos, Escola secundaria Jorge Peixinho

Limitei-me a olhar à minha volta, como se visse aquele céu azul e aquela paisagem exótica pela primeira vez. Caminhei hesitante, com medo do desconhecido, com o meu estômago a embrulhar-se, desesperado. Os meus pensamentos pareciam embriagados e toldados pelo fogo.
A ideia de fugir de casa tentara-me no momento, mas agora sentia falta do sorriso dos meus pais. Enquanto tentava ignorar os olhares de pena que me dirigiam, tive uma ideia. Agora sabia o que fazer!
Inês Miranda, 12 anos, Escola Secundária Jorge Peixinho


Turma do 7º ano da professora Teresa Correia

O Januário era um menino pobre que vivia num beco. Fogo, que pena!
Um dia encontrou uma moeda no chão e juntou-a à sua coleção. Contou o dinheiro e viu que tinha o suficiente para jogar no Euromilhões. Esperou pela sexta feira e viu que tinha ganho o primeiro prémio, soltou um sorriso!
Recebeu os cinquenta milhões de euros e, em vez de comprar uma casa para viver, doou a uma instituição e melhorou o seu beco.
Pedro Jerónimo, Flávio Amaral, Simão Brito
 
Era uma vez um casal que vivia muito feliz. Mas certo dia, inexplicavelmente, um incêndio deflagrou.
O casal ficou muito triste já que o fogo lhes destruiu a casa. Os vizinhos, com pena deles, ao vê-los tão tristes, juntaram-se e construíram-lhes uma casa nova.
Eles foram visitar a nova casa e era maior do que a que tinham antes. Tinha piscina, um campo de ténis e uma estufa de flores.
Eles ficaram contentes e com um sorriso.
João Pedro Silva, Samuel 

Era uma vez o João e a Joana. Eles gostavam um do outro.
O João convidou a Joana para irem dar um passeio pela floresta, de mãos dadas. O seu SORRISO era apaixonado e ia de orelha a orelha, era enorme. Continuavam a passear e avistaram um FOGO ao longe. Parecia uma PENA enorme de pavão. Ficaram maravilhados por verem a chama às cores, tal como a pena brilhante.
O sorriso desapareceu com a dor da destruição.
Beatriz Figueira, Vanessa Abrantes

A família Ramos vivia no campo, onde o pai trabalhava numa grande quinta.
Certa noite, os cavalos estavam a relinchar muito e o Sr. Manuel decidiu ir acalmá-los. Mas a lanterna que tinha na mão escorregou-lhe. Logo o estábulo pegou fogo.
Todos ficaram cheios de pena.
Mas a sua filha, Lisa, participou num concurso onde ganhou 10000€. Com o dinheiro do prémio decidiu comprar um estábulo novo e ficaram todos com um grande sorriso estampado na cara.
António Castelo Branco, Margarida Nunes, Ana Filipa

desafio nº 1 3 palavras - abril 2012 graúdos I

 Que pena por um sorriso em fogo, pensa. No entanto, é com sorriso que ele vê uma pena em fogo. Mas fogo, para um sorriso de pena, recorda com tristeza. Foi neste devaneio inicial que se propôs efectuar a viagem da sua vida. Viagem essa, tantas vezes adiada mas com os 77 superados, não mais irá parar. Assim esperamos. Foi assim que desafiou o desafio. Com uma gargalhada sem piedade nem chama. Foi assim que tudo começou.
Pedro Nunes, 44 anos Lisboa



Um enorme sorriso pairava na sua boca enquanto espreitava por entre as cortinas. Será que hoje ela ia aparecer à janela? Esperava ansiosamente, horas, por vezes… só para a ver espreguiçar-se ao sol!
Quando a via, sentia um fogo dentro de si. Uma alegria enorme e só lhe apetecia saltar pela janela para se aninhar junto a ela! Esperava... e seu coração palpitava…
– Gatolas… outra vez à  janela! – disse-lhe  a dona.
– Miau! (que pena… hoje não apareceu)…
Sandra Lopes

Um menino conheceu uma menina e convidou-a para jogar à bola.
Um chuto e ela balança pelo quintal do vizinho! Atropela uma galinha que quase voa.
Riram. O vizinho protestou. Riram mais e ficaram amigos.
Passaram a brincar todas as tardes, até as mães os chamarem.
Cresceram juntos até cada um seguir o seu caminho.
Mais tarde reencontraram-se. Já crescidos. Ele convidou-a para jogar à bola. Não havia galinha para quase voar… mesmo assim, riram os dois.
Marta Almeida, 34 anos, Lisboa
(a história não corresponde ao desafio, mas ficou tão engraçada que decidi pô-la aqui!)

"O pastor que sonhava voar"
"O fogo varria a planície. Francisco estava em perigo, ele e as ovelhas que tinha levado a pastar. Subiu a uma azinheira, o mais rápido que pode, pois as chamas já lhe mordiscavam os calcanhares. Ao longe avistou um monte, verde, livre de chamas. – Se ao menos o pudesse alcançar! – Sentiu-se leve, leve como uma pena! Deu por si a voar, em direcção ao monte. Acordou com um sorriso: afinal, estava só a sonhar."
O fogo que lhe incendiava o coração escapava-se-lhe ao controlo, iluminando um sorriso puro e envergonhado.
Ana Reis Felizardo, Lisboa, 46 anos

Como podia algo, que acabara de enxergar, despertar nela aquela sensação de ausência de arestas, aquela certeza de quebra-cabeças resolvido, aquele sentimento de completude?
Era um amor inexplicável que sentia no perfume suave das rosas, no solo quente debaixo dos pés, na pena que esvoaçava em direcção ao lago.
Era a união com a terra e a certeza de lhe pertencer.
Quita Miguel, 52 anos, Cascais

Se for pequeno é amigo
Se for grande pode ser perigoso,
Agora está sempre comigo
É grande, mas amistoso!

Podia ser nocivo, até fatal,
Ou servir apenas para produzir calor,
Mas este fogo dentro de mim
Tem apenas um nome: Amor.

Agora não consigo fugir
Já nem o consigo evitar.
Sinto-me leve, solta, livre,
Tal qual pena a esvoaçar.

O sorriso que tenho no rosto?
Nem dá para esconder,
Este amor, esta paixão,
Esta vontade de escrever!
Sandra Lopes


Após doze anos, ainda desencadeias o meu sorriso, genuíno e profundo! Continuas a enriquecer os meus dias!
Na tua ausência, não há pena. Há boas lembranças do encanto que nos une. Intensas! Anseio pelo reencontro e, muitas vezes, a espera não se aquieta. Cá dentro, tudo oscila num vaivém de forças que dialogam e se entrecruzam entre si, sempre num mesmo percurso, numa mesma imagem: tu e eu, envoltos no fogo da paixão ardente. Amo-te, meu amor!
São Almeirim, 49 anos, Montijo

SORRISO
Quando virei o rosto e vi aquele sorriso lindo e exuberante meu coração foi atingido por um raio fulminante qual fogo impiedoso e cruel queimando uma floresta numa noite quente de verão. Aquele sorriso invadiu o meu Ser. Um desejo incontrolável me invadiu. Desejava-o só para mim. Guardá-lo, escondê-lo onde só eu o poderia ouvir. Impossível, jamais seria meu! Pertencia a alguém que chegou antes de mim. Pena?! Sim, talvez estivesse ali o oásis da minha felicidade.
Arlete Leitão, 47 anos São João da Madeira

AMIZADE

O sorriso no rosto de Xavier desfez-se, no momento em que olhou pela janela e viu o fogo que deflagrava na floresta. Como era possível?!?! A sua floresta encantada…
Precisava de ajuda!
– Vem comigo mamã. Precisamos salvar o pardalito Jerónimo, a lebre castanha, …
Não acabou a frase. Lá vinha o Jerónimo a grande velocidade em busca de auxílio.
– Já vamos amigo – disse o Xavier, determinado –, nem uma das tuas penas se há-de queimar.
Carla Cardoso, 38 anos, Maia


E as histórias da Maria Jorge:
O GATO

Enquanto a casa dormia, Pedro espreitava a Lua pela janela. Estava triste e com pena recordava o gato tigrês que não resistira a dias de agonia. Convivera com ele desde pequenino e mais do que um animal de estimação, tinha sido um amigo. Acordava-o para ir para a escola. Nunca mais teria esse carinho que tanta alegria lhe dava. Mas uns toques no vidro trouxeram-lhe uma surpresa. E com um sorriso, recebeu o gatinho cor de fogo.

O RELÓGIO

A Marta e o Tiago quiseram visitar os avós. Mas quando chegaram encontraram o senhor Anastácio a lançar fogo pelas ventas. Era uma pena o avô estar tão furioso, e com um sorriso triste perceberam que não iriam ter a diversão que desejavam. Quando perguntaram à avó o que se passava, ficaram a saber que ele tinha perdido o antigo relógio que pertencera ao seu bisavô. Tentaram ajudar e descobriram-no dentro do livro favorito do senhor Anastácio.

O NEVÃO

A viagem até às montanhas para esquiar estava planeada há semanas, mas quando o dia chegou, a Filipa e o Bernardo depararam-se com o manto branco de neve que tinha caído durante a noite e os pais já não quiseram ir. Era uma pena perderem a diversão, mas se passassem o dia junto do fogo à lareira com jogos e brincadeiras, iria ser igualmente divertido. Entusiasmados e com um enorme sorriso nos rostos, reuniram todos os amigos.

O CAMPISMO

Com um fim de semana grande a agenda foi programada para umas miniférias em família. Como o campo era o lugar preferido na primavera, a Marta e o Miguel ajudaram os pais a carregar o jipe com tendas e sacos de cama. Era uma pena os primos não poderem ir, mas livros e jogos não iriam faltar, nem as lanternas e a viola para as noites à fogueira. Com um sorriso, recordaram a canções junto ao fogo.


AS SOLAS DOS SAPATOS

Enquanto a Sara e o Sérgio aceitaram o conselho da mãe para dormirem a sesta até poderem voltar à praia ao fim do dia, o pai decidiu ir dar um passeio. O Sol estava tórrido, mas ele prolongou a caminhada pela tarde toda. Quando regressou, mostrou com um sorriso aos filhos, as solas derretidas e a exalarem fogo. Era uma pena ter ficado sem os ténis, mas tinha criado motivo de risota para o resto das férias!

O PNEU

A viagem de regresso a casa corria tranquila até que se ouviu um estouro. O pai parou o carro e a mãe ficou preocupada. Enquanto o pai foi inspecionar o veículo para detetar o problema, o Manel saltou para a rua munido com um extintor.
— Onde é o fogo?!
— Não há. É só um pneu furado.
Manel desfez o sorriso.
— Que pena. Queria ser um heroi.
— Ajudas-me com o pneu e já serás um! — respondeu o pai.

*P.S.: A história de AS SOLAS DOS SAPATOS foi tirada de acontecimentos verdadeiros.
Maria Jorge, 35 anos, Póvoa Santa Iria.

histórias recebidas - abril 2012 VI



Um dia abri um caderno com uma capa lindíssima e resolvi dedicá-lo a um ser em projeto, mas já muito amado. A certeza interior de que seria uma menina fez-me comprar 

umaboneca de pano e dedicar-lhe com o calor das palavras, várias páginas dirigidas assim: "Meu Raiozinho de Sol", "Ternurinha", "Minha Menininha"...Quando soube que era uma árvore com fruto, as raízes do meu coração entrelaçaram de Amor aquele pequenino ser, aquela "pessoinha" tão valiosa e misteriosa.
Catarina Pires Almeida



Entardecia, o sol despedia-se de mais um dia de outono e as árvores desprendiam-se das folhas. Sentado no banco do jardim, boné para os olhos, pés estendidos para a última réstia de sol, ele era a imagem do mais completo abandono. A bengala repousava no banco. O mesmo banco do jardim. Aproximei-me. Sentei-me. Falei do tempo… dos tempos!... Consegui!... Levantou os olhos. Começou a falar:
-No meu tempo… Quando era rapaz...
Desejava apenas um pouco de atenção.
+
Carinha doce, emoldurada por belos cabelos acobreados, olhos azuis da cor do vestido, executava, no palco, um recital de Bach para violino. Mãos ágeis manuseavam o arco, arrancando das cordas belíssimas notas.
Empolgada, imaginava-se num prado pintado de malmequeres que mais pareciam manchas de tinta amarela deixada cair por um pintor distraído.
Corria, corria pelo prado, agarrando o violino com firmeza, tocando aquela música inebriante.
O barulho de entusiásticas palmas, acordou-a para a realidade.
Maria, docemente, agradeceu.
Dorinda Oliveira, 72 anos, Arrifana

Uma menina chinesa contava a historia da zanga do Sol com a Chuva.  O Sol durante dias não deixou a chuva passar.  Aqueceu tanto que os rios secaram. Morreram peixes e não havia erva para os animais.
Um dia o Sol deixou-se dormir e a Lua avisou a Chuva que chorou de alegria e tanta lágrima caiu sobre a terra que houve uma inundação.  Tudo que estava seco, renasceu. Os rios corriam cheios de água. Os peixes voltaram!
AmáliaQuintas, Salvaterra de Magos

Hoje vou de viagem. Não consigo mais estar aqui. Não consigo mais aturar-te. Quero liberdade. Quero ser eu. Estou farta de ser tu. Tu que invadiste a minha vida, a aprisionaste. A minha alma também está presa. Deixou de pensar em mim para pensar em ti, nos teus caprichos, nos teus queixumes, nas tuas esquisitices. Quando regressar, não sei se te avisarei. Talvez entendas, talvez não. Hoje vou partir à procura de algo, à procura de mim.
Ana Paula Oliveira, 51 anos, S. João da Madeira

17 abril 2012

histórias recebidas - abril 2012 V


As 12 histórias da Vanda Pinheiro/Maria Jorge, 35 anos, Póvoa Santa Iria

A CAMISOLA DE LÃ
 O estendal da Rita estava cheio. Pijamas, camisas, toalhas, peúgas e calcinhas enchiam os arames baloiçando ao vento e secando ao sol. Estavam felizes e alegres, exceto a camisola de lã. Pendurada pelos ombros, tentava não ouvir o que resmungavam as calças de ganga. Presas pela cintura, as novíssimas calças gritavam para que todos escutassem que não pretendia fazer par com a camisola. Quando as gémeas peúgas perguntaram porquê, respondeu que ela estava velha e sem cor.

A CÂMERA FOTOGRÁFICA
 Quando parou de chover e o sol irradiou o dia, Joana pegou na trela e levou a caniche a dar um passeio. Estava um lindo dia primaveril para libertar risos e sorrisos, travessuras e brincadeiras. Assim que pisou o chão, Canita desprendeu-se da dona e correu para um caixote do lixo. Chateada, Joana foi atrás dela, pois não gostava de vê-la roer ossos. Mas surpresa, o osso escondido era uma máquina recheada de fotos com maravilhosas paisagens.

O ELÉTRICO
 Quando o comboio chegou à aldeia todas as pessoas juntaram-se na estação para admirar de perto aquela metálica lagarta. O dia seria de festa e de alegria, pois não havia ninguém que não quisesse viajar nele. O entusiasmo era tanto que depressa se esqueceram do pequeno elétrico amarelo acostumado a levar toda a gente pelas aldeias ao som da sua melodiosa campainha. No furor da agitação, não pensaram num funeral digno, mas ele agora era uma relíquia.

FÉRIAS

Ainda o galo não tinha cantado, já o Paulo e a Lara estavam na estação à espera do comboio. As aulas tinham terminado e aqueles momentos eram sempre de ansiedade até à chegada dos primos que vinham de férias. Tinham ajudado a avó a colher maçãs, amoras e morangos para os doces, e estavam desejosos pelas brincadeiras. Mas antes teriam de pôr o Tomás na banheira. Ele não resistia à tentação de aparecer com o rosto mascarrado.


A AVÓ MATILDE
 A avó Matilde gostava de passar as tardes sentada à janela de onde mirava o vaivém das pessoas na rua. Ria com as crianças ao mesmo tempo que escutava o som dos pássaros empoleirados nos ramos das árvores do jardim. Sem nunca perder a atenção do exterior, ajeitava os óculos na ponta do nariz para voltar aos seus afazeres. Lindos trabalhos de bordados e croché que as talentosas mãos da avó Matilde faziam quando manejavam a agulha.

DOCES DE NATAL
 João adorava o Natal. Via os presentes antes da hora, e devorava os doces. Naquela tarde, quis ajudar a avó na confeção das filhoses, ou melhor dizendo, quis atrapalhar.
— Não tens com que te entreter lá fora?! — ralhou a D. Felisberta.
— Aqui dentro é mais divertido — respondeu, com um sorriso maroto. — Posso ajudar a amassar?
— Podes ir embora.
João não resistiu e colocou a mão no alguidar. No fim, saiu com o rosto também recheado de massa.

O LAGO
 Quando o nevão caiu cobrindo de branco os telhados das casas e gelando os lagos, todas as pessoas correram à rua. Crianças construíam bonecos de neve com a ajuda dos pais e jovens tiraram do armário os patins. Filipa tinha seis anos e ainda não podia patinar. Mas por 10 minutos conseguiu esse desejo, e exibindo lindas piruetas pôs a aldeia a aplaudir. No regresso a casa teve uma surpresa. Iria para uma escola de patinagem artística.

O LIVRO MISTERIOSO
 Quando a mãe da Sofia obrigou-a a arrumar o sótão, fez uma careta que durou uns 10 minutos. Só até ao momento em que descobriu um enorme livro de capa grossa e páginas amarelecidas. Desinteressou-se logo das limpezas, largou a vassoura e sentou-se no chão. «Que livro seria aquele?» Parecia antigo, mas só havia uma maneira de descobrir. Abri-lo e desvendar os segredos que ele estava disposto a revelar-lhe. As palavras sussurravam uma estória inacabada. Sofia sorriu.

O PALHAÇO
— Despacha-te! — gritou a mãe para o Francisco. — Ou vais chegar atrasado à escola.
— Já estou pronto! — respondeu, enfiando à pressa uma colherada dentro da boca.
— Não, não estás. Ainda não te calçaste!
Na atrapalhação, Francisco derrubou a tigela, e espalhou os cereais e o leite sobre a mesa.
No regresso, pôs a mãe a rir.
— Tu vais para a escola ou para o circo?
— Escola. Não tenho cara de palhaço.
— Mas tens um sapato de cada cor!


AS NOTAS MUSICAIS
Numa manhã, toda aldeia despertou soalheira. O céu estava azul, as árvores verdes e as flores viçosas. Mas algo errado se passava. Os rouxinois cantavam e não se escutavam. Os canários entoavam e não libertavam nenhum piar. Os trovadores tocavam os alaúdes e as cordas não gemiam. As pessoas teriam ficado surdas? Todavia, os gatos miavam e os cães ladravam. Descobriram que Mozzarin, o senhor do castelo, tinha roubado as notas musicais e fazia-as desaparecer das pautas.

JARDIM DE PALAVRAS
 Às 17h04m, Januário levantou-se da cama. Descalço, percorreu o soalho morno do quarto até aos azulejos frios da cozinha. Passara o dia a dormir para estar acordado à noite. Pegou no pacote de leite do frigorífico e sorveu dois golos. Dirigiu-se até à sala, sentou-se em frente da máquina de escrever e colocou a folha branca no rolo. No fim, estacou com o dedo a pairar sobre uma tecla. Como seria o seu próximo jardim de palavras?

PIANO
 O senhor Zé escolheu uma das mais antigas e belas profissões do mundo. Quis ser carpinteiro e durante cinquenta anos construiu armários, móveis, camas, mesas, cadeiras e tudo o que as pessoas da aldeia e arredores lhe pediam. Certo dia, teve o pedido mais surpreendente, mas também o mais grandioso que alguma vez podia ter tido. Construir um piano. Parecia difícil, mas como nas mãos habilidosas do senhor Zé não havia impossíveis, todos os desejos eram concedidos.

*P.S.: As histórias Palhaço, Doces de Natal e Piano, tirei de acontecimentos verídicos.

14 abril 2012

histórias recebeidas - abril 2012 IV

Comprara os dois pares de óculos iguais ao mesmo tempo. Mas com os de aros azuis via tudo tranquilo, com os de aros amarelos via tudo agitado, mais vivo. Azuis, os pássaros balouçavam-se tranquilamente nos ramos; amarelos, esvoaçavam e cantavam alegremente! Azuis, as flores tinham aroma suave de rosa branca; amarelos, aroma forte de rosas vermelhas!
Estava com os azuis quando viu o leão, deitado, sossegado. Quis saber como seria com os amarelos… e o leão comeu-o!

Toda a tarde a correr pelo jardim, a trepar às árvores, a jogar à bola… mas a energia de Catarina estava longe de acabar.
– Catarina! São horas… – chamava, de novo, a mãe.
Mas o jardim oferecia novas árvores para trepar, mais relva para correr, outros campos para jogar… e Catarina não conseguia dizer que não a tais convites.
– Vou já! Só mais um bocadinho – pedia.
E o sol ajudava, demorando a deitar-se, só para a ver feliz.
Rita Vilela, Paço d’Arcos

O vento fustigava a lágrima que teimava em cair, como se quisesse, também ela, dizer que não achava nada correto o que se passava na aldeia, barulho e algazarra para nada, um pouco de nada! Sou lágrima de mulher e todos sabem que choram fácil. Amar também não é fácil, principalmente quando temos que renunciar ao que tínhamos ajeitado e desassossegar o coração, vestido de festa e medo. Dás-me a mão? Aprendo o novo caminho, sou mulher!
Rosa Maria Moreira

O desejo de mudar, de fugir, de ser feliz, de ter um pouco de paz e de poder estar só, refugiada na sua dor e tormento marcaram aquele rosto outrora lindo e radioso. O olhar parado, sem brilho, carregado de emoção e tristeza foi uma das imagens mais marcantes que já vi. Tanta angústia, dor, revolta, falta de esperança…
Terá perdido o seu amor para sempre? A ruína humana delineava-se naquele corpo frágil, desesperado e gritante…
Arlete Leitão; 47 anos, São João da Madeira

São muitos os momentos, os sabores, os cheiros, os sons, as poucas sábias palavras, o seu olhar…e principalmente a presença e a forma de estar na Vida, que fizeram parte da minha infância, do meu crescimento e que estão presentes hoje em mim.
São estes momentos que recordo com lágrimas que me caem pelo rosto. Guardo-os dentro do meu coração, fazem parte do meu Ser… e são estes momentos que, acima de tudo, transformaram-me a alma.
Obrigada Avô!
Inês Pinto, Lisboa

10 abril 2012

Reguilas - abril 2012 III


A semente lápis

Era uma vez um menino chamado Osvaldo, que resolveu semear algumas plantas no seu jardim.
Passados alguns dias as suas sementes germinaram. No meio das várias plantas cresceu uma pequena árvore.
Esta árvore era diferente de todas as outras, pois o seu tronco e os seus ramos eram lápis.
A árvore e o Osvaldo foram crescendo e tornaram-se grandes amigos. Juntos foram escrevendo lindas histórias e dos ramos brotavam folhas e folhas de caderno.
Beatriz F. -  EB da Mata – 4º A


Conversa de escovas de dentes

Numa casa existiam duas escovas de dentes que infelizmente estavam estragadas, mas as donas não queriam trocá-las nem por 1 milhão de euros, mas ninguém sabe porquê.
E as escovas de dentes começaram a dialogar.
- Epá! Porque é que ninguém me troca!?
- Nem a mim, se nos trocassem, podíamos ser outras coisas!
- Como por exemplo?
- Folhas de papel.
- Não! Não quero ser escrita, pintada, impressa e desenhada.
- E … uma pulseira?
Diogo A. - EB da Mata – 4º A

O cahorrinho mágico

O cachorrinho experimentou montar a cavalo e as únicas palavras que disse foram:
- Pára, pára por favor, páááááááára!!!!! Auuuuuuuu!
Experimentou ser construtor e as palavras que disse foram:
- Au! A cauda ficou presa por baixo de um tijolo.
Experimentou ser professor mas foi um desastre.
Experimentou ser ator mas não conseguia decorar as falas.
Experimentou a magia e conseguiu.
Logo depois disse:
- Tomem lá cachorrinhos, agora sou melhor que vocês. Eu sou um mágico!!!!
Beatriz O. - EB da Mata – 4º A


O leão e o papagaio

 Era uma vez um leão tímido e triste, ele não tinha filhos, não tinha mulher nem amigos. Até que um dia apareceu um papagaio que lhe perguntou:
- O que tens amigo?
- Eu não tenho amigos.
- Mas eu sou teu amigo, não sou?
-Sim, acho que sim.
- Então, queres brincar comigo?
- Sim.
Os dois brincaram o resto da tarde.
- Amanhã vens brincar comigo? – perguntou o leão.
- Sim, claro. A que horas?
João Matos – EB da Mata – 4º A

08 abril 2012

História e ilustração, imaginem!!! abril 2012


Sara é uma rapariga moderna e versátil.  Desenhar e costura a sua própria roupa.
As amigas deliram com os seus vestidos.
Às escondidas da Sara, os irmãos, Manel e Miguel organizaram um desfile de moda.
O desfile foi um sucesso. Choviam encomendas de todo o lado.
Os três irmãos não tinham descanso.
Criaram a smm moda, compraram um zoo, viajaram pelo mundo e fizeram muita gente feliz.
“Amanhã, venha experimentar a nova colecção no nosso zoo”.  
                                                                                                         Smm
Chamo-me Miguel (Silva), tenho 11 anos, vivo no Cano (freguesia do concelho de Sousel), estudo em Sousel (estou no 6º ano), adoro ler, escrever, desenhar e cantar. Toco clarinete e no Conservatório cantamos as suas canções.


















E chegou mais esta, também do Miguel:

Férias no campo
Este ano, a Ana e o seu irmão João, foram passar as férias a casa dos seus avós. Foi uma surpresa quando Marta e Pedro, os seus pais, lhe contaram a novidade.
Passados alguns dias a Ana e o João já tinham as malas de viagem feitas e tudo arrumado, estavam prontos para partir.
A viagem ainda era longa pois tinham que apanhar o avião para Holanda e ainda eram algumas horas.
Os dois irmãos estavam felicíssimos.

histórias recebidas - abril 2012 II


O narrador nunca acreditara, pois a lenda de Justino, conta que ele não ia mais tagarelar, porém o glu glu sendo desmaiado, despenou-se.
A solução do bode era impossível, porquanto toda a gente sabia que a barbicha do doutor não era mágica como ele pensara. Ele cometeu o erro de fazer a operação que imaginara ao peru.
Mas como o glu glu tinha perdido o pio por andar sempre a tagarelar, agora não podia continuar.
Assim, o seu sonho não se podia prolongar.
Cristiana Pires, E.B, 2,3 dos Castanheiros, 7ºB.

Era uma vez um copo que andava a estudar para jarro. Frequentava aulas de ioga, praticava alongamentos e estava numa lista de espera para uma operação estética: aplicação de uma asa! Na prateleira da cozinha onde vivia, um velho copo, cuja vivacidade se tinha desvanecido com as lavagens e o uso, dizia-lhe:
- Cada um é para o que nasce…
Mas o copo respondia:
- E sonhar é para todos! Até para mim, que sou um copo!
Cláudia Marques, 34 anos, Porto Salvo

A aventura do Fortunato nos jardins de Serralves
O Fortunato, talvez não conheçam, é um caracol amigo do João que já lhe faz companhia desde bebezinho. Juntos têm vivido muitas aventuras… a última foi no Domingo, quando passeavam pelos jardins de Serralves.
A festa estava muito divertida e o Fortunato não parava de girar a cabeça. Queria ver tudo! Ops! A dada altura o Fortunato desequilibrou-se e eis que cai de “casa” para baixo.
- Ajuda-me! - Gritava ele para o João que não parava de rir.
Carla Cardoso, 38 anos e mãe do João, de 2 anos

Quem não arrisca não petisca – pensava o Gatolas enquanto saltava para o tronco no meio do rio. Tinha visto um belo peixe, um almoço!
Aterrou mesmo no meio do tronco dando uma patada certeira no peixe distraído.
- Quem não arrisca não petisca! - disse sorrindo, orgulhoso.
Enquanto o peixe voava em direção à sua boca, passou uma gaivota e agarrou-o! Desapareceu, dizendo:
- Nem sempre quem petisca tem de arriscar!
- Não se fala de boca cheia!... – murmurou o Gatolas.
 +
Sou uma senhora muito bem parecida. Todos me desejam e me querem por perto! Muitas vezes chamam por mim, mas, caprichosa como sou, só apareço quando bem me apetece.
Alguns arriscam para me ter. Faço sempre falta a alguém e nunca sou esquecida! Sou falada vezes sem conta nas conversas, e, por vezes, sou até maldita…Muitos acreditam que controlo as suas vidas…
Não há gato preto que me assuste, ou não fosse o meu nome SORTE!
 Sandra Lopes

Os Reguilas voltaram! abril 2012 I


 Os dois chapéus
Dois chapéus muito infelizes sonhavam com o grande amor das suas vidas.
Até que um dia, em New York, os dois chapéus se encontraram.
- Olá! – disse timidamente o chapéu macho
- Olá! – disse, com muita vergonha o chapéu fêmea.
- Queres passear comigo e ser minha amiga?
- Sim! Estou ansiosa...
Sentaram-se os dois num banco do jardim, bem juntinhos e beijaram-se.
Casaram-se, tiveram dois chapeuzinhos, Boné e Cartola e, a partir daí, viveram muito felizes.

João Matos   EB da Mata – 4º A

A menina com coração de ouro e a menina com coração de fogo
Era uma vez uma menina com coração de ouro que tinha uma irmã com coração de fogo. O chefe da menina com coração de ouro era Jesus e o chefe da irmã era o diabo.
Infelizmente, o pai delas também adorava o diabo e, por isso, gostava mais da menina com coração de fogo.
A menina com coração de ouro tinha um coração muito puro e perdoava-lhes todas as maldades.
Um dia, inesperadamente, algo de maravilhoso aconteceu… 
Diogo Anastácio – 4º A

As pegadas misteriosas
O Rui e a Ana estavam a passear na floresta quando a Ana disse:
- Rui, olha! Umas pegadas.
O Rui perguntou:
- Do que será?
Ana respondeu:
- Não sei. Que tal irmos investigar.
Ele exclamou:
- Que boa ideia, Ana!
E lá foram eles, andaram e encontraram um coala, mostraram-lhe a fotografia das pegadas e perguntaram-lhe se as reconhecia.
O coala respondeu:
- Eu sei de que animal são essas pegadas. São de um macaco.
Beatriz O. – EB da Mata – 4º A